
A escritora brasiliense Paulliny Tort conquistou o prêmio de melhor romance do ano, entregue pela Biblioteca Nacional, com Os imortais. O livro volta à pré-história e refaz percursos que resultaram na origem da humanidade. A edição de 2026 do concurso literário também divulgou os três primeiros colocados em outras doze categorias.
O reconhecimento, diz Paulliny, favorece a circulação dos livros. "Um título premiado, por exemplo, pode chegar a mais pessoas. Estamos falando de algo muito positivo, mas que acontece fora do domínio do autor", ressalta ao Correio. Para ela, a recepção de uma obra deve influenciar o mínimo possível no trabalho do escritor. "O que me compete é o amor pela história e o desejo que ela ganhe existência no mundo."
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O reconhecimento nacional não é novidade. Com o livro anterior, Erva brava, a escritora brasiliense venceu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e foi finalista do Jabuti. Com Allegro ma non troppo, foi semifinalista do Oceanos. Em Os imortais, a narrativa está centrada na questão da finitude.
Na categoria Conto, o prêmio da Biblioteca Nacional teve como vencedora a obra Recapitulações, de Maria Valéria Rezende. A autora brasiliense Clara Arreguy, com A escuridão do ventre, apareceu na terceira colocação. Outros destaques foram João Guimarães Rosa, biografia, de Leonencio Nossa, premiado na categoria Ensaio e Lugares para chorar no Recife e outros, de DJ Dolores, em Crônica.
*Estagiário sob supervisão de Severino Francisco
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