A seis dias da Eleições 2026, a governadora do Distrito Federal e candidata a reeleição, Celina Leão (PP), afirmou que o governo estuda mudanças nos processos de licitação para evitar que empresas sem capacidade técnica assumam obras públicas e abandonem os trabalhos antes da conclusão. A proposta foi apresentada durante agenda de governo na manhã desta segunda-feira (19/10), no Riacho Fundo I.
Segundo Celina, um grupo de trabalho, com participação de uma universidade, avalia a possibilidade de adotar um modelo em que as empresas comprovem previamente a qualificação técnica para, depois, participar da disputa. A atual chefe do executivo reconheceu que a contratação de empresas que oferecem preços muito baixos pode comprometer a execução dos projetos e provocar atrasos, aditivos contratuais e aumento dos custos. “Estamos levando ao Tribunal de Contas a possibilidade de fazermos licitações invertidas, ou seja, a empresa mostra que tem capacidade técnica para fazer, para depois participar do certame”, afirmou.
A governadora explicou que o intuito é garantir que os contratos sejam assumidos por empresas capazes de executar os serviços pelo preço previsto, afim de reduzir os problemas que levam à paralisação das obras. “É melhor que você faça a obra no preço que ela custa de verdade, sem ter esse tipo de briga de mercado que leva o preço lá para baixo, empresas que não têm capacidade técnica nenhuma para executar a obra e largam a obra no meio do caminho”, ressaltou.
Reforma administrativa
Além das mudanças nas licitações, a chefe do Buriti destacou que o governo prepara um estudo administrativo para promover um choque de gestão. Questionada sobre a possibilidade de alterar a quantidade de secretarias, ela não antecipou quais mudanças poderão ser feitas.
No entanto, Celina disse que pretende tornar o poder público mais ágil, digital e direcionado às demandas da população. “Estamos com um estudo administrativo sobre um choque de gestão que se faz necessário. Uma gestão que tem a nossa cara onde queremos ter respostas rápidas à população com uma governança digital”, afirmou.
A governadora também ressaltou a importância das ouvidorias e da utilização das manifestações dos cidadãos como um dos critérios para avaliar o desempenho dos servidores públicos. “Uma das coisas que eu quero aprimorar muito no nosso governo é a ouvidoria, e que ela tenha valor. Inclusive que isso seja métrica de gratificação dos nossos servidores públicos”, declarou.
Celina afirmou que a proposta é valorizar tanto as reclamações quanto os elogios encaminhados pela população, de modo que o reconhecimento do trabalho dos servidores também faça parte da avaliação do serviço público. “Quero dar mais poder ainda para que a população. Mas que a gente também possa valorizar aquele servidor que faz o seu trabalho”, afirmou.
