Embora o Monte Everest seja conhecido como o pico mais alto do planeta, estudos mostram que esse título pode mudar conforme o critério adotado. O ponto mais alto da Terra, considerando a distância até o centro do planeta, fica na América do Sul. Trata-se do vulcão Chimborazo, localizado no Equador. As informações são do site de divulgação científica IFLScience.
O Everest, na cordilheira do Himalaia, tem 8.849 metros de altitude em relação ao nível do mar. Já o Chimborazo mede 6.268 metros e ocupa apenas a 37ª posição entre as montanhas mais altas dos Andes. Mesmo assim, seu cume é o ponto da superfície terrestre mais distante do núcleo da Terra e o mais próximo do espaço.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Essa diferença ocorre porque a Terra não é uma esfera perfeita. O planeta tem formato de esferoide oblato, com uma leve saliência na região do Equador causado pela rotação. Como o Chimborazo está quase sobre a linha do Equador, a apenas 1 grau de latitude sul, ele se apoia na parte mais “larga” do globo. O Everest, por sua vez, está a 28 graus de latitude norte, em uma região mais próxima do centro do planeta.
Por causa dessa posição privilegiada, o cume do Chimborazo se projeta mais para o espaço do que qualquer outro ponto da Terra. É por isso que os cientistas o consideram o ponto mais alto do planeta sob esse critério.
Até o início do século XIX, muitos estudiosos acreditavam que o Chimborazo fosse o pico mais alto do mundo. O naturalista alemão Alexander von Humboldt tentou escalar o vulcão nessa época, mas enfrentou problemas graves causados pela altitude, como náuseas e sangramentos no nariz.
Apesar de sua importância geográfica, o Chimborazo é mais fácil de escalar do que o Everest. Enquanto uma expedição ao Himalaia pode levar cerca de dois meses, a escalada do vulcão equatoriano costuma durar em torno de duas semanas. O ataque final ao cume geralmente ocorre em um ou dois dias, após a adaptação do alpinista à altitude.
Saiba Mais
-
Ciência e Saúde Por que choramos? A ciência por trás das lágrimas, atributo exclusivamente humano para expressar emoções
-
Ciência e Saúde Carinho e banhos demais, companhia e atividades de menos: o que faz mal e o que faz falta para o bem-estar do seu cão
-
Ciência e Saúde De risos a alucinações! Conheça os fenômenos "peri-orgásmicos" durante o sexo
