EXPLORAÇÃO ESPACIAL

Gravidez no espaço: cientistas dizem que ainda não estamos prontos

Com avanços espaciais e a ideia de colonizar fora da Terra, surge a pergunta: reproduzir no espaço é possível ou perigoso demais?

Pesquisas revelam: mesmo com células de camundongos resistindo ao espaço, a reprodução humana continua longe de ser segura. -  (crédito: Fotorech/Pixabay)
Pesquisas revelam: mesmo com células de camundongos resistindo ao espaço, a reprodução humana continua longe de ser segura. - (crédito: Fotorech/Pixabay)

Sair do planeta Terra, construir casa, criar filhos, trocar o céu azul pela escuridão e transformá-la em lar, sempre pareceu uma idéia muito distante e durante muito tempo isso parecia coisa de filme.

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Essa realidade pode estar ficando mais perto, mas, tem um porém, o embriologista clínico Giles Palmer, da International IVF Initiative, alerta que esses avanços têm que ser feitos com cautela.

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Nesta semana, foi divulgado pela revista Reproductive BioMedicine Online um estudo científico assinado por Giles abrangendo os riscos da reprodução humana no espaço. A análise reuniu especialistas em embriologia, medicina espacial e bioética, para responder a pergunta: Já é seguro se reproduzir no espaço? A resposta dos cientistas é não, e por razões muito sérias. 

Segundo Giles, estamos entrando em uma era em que, o espaço passa a ser local de trabalho e destino humano, com o aumentos das missões espaciais, as retomadas das viagens para a Lua e a ambição de colonização de Marte, a pesquisa vê um sério risco a frente: a empolgação tecnológica está avançando mais rápido do que a compreensão científica dos riscos reprodutivos.

A radiação pode danificar o DNA e a poeira lunar tóxica pode afetar a fertilidade, interrompendo a gestação e colocando em risco a vida futura dos filhos. O espaço é um ambiente hostil à reprodução humana e a humanidade ainda não está preparada, biologicamente, tecnologicamente ou eticamente, para permitir gestações fora da Terra, apontou o estudo. 

Vale ressaltar que nenhuma mulher foi enviada ao espaço já grávida, há poucos registros de astronautas que voaram sem saber que estavam nas primeiras semanas de gestação. Nesses casos, o curto período em órbita não representou riscos identificáveis ao embrião.

O estudo afirma que é necessário criar um marco colaborativo internacional, envolvendo:

  • medicina reprodutiva;
  • engenharia aeroespacial;
  • ética e direito;
  • medicina espacial;
  • políticas públicas;

* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca

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postado em 06/02/2026 16:24
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