TABAGISMO

Cientistas investigam variantes genéticas do tabagismo

Pesquisa quer identificar novas variantes genéticas associadas ao comportamento de fumar em populações latino-americanas, ainda pouco representadas em estudos globais

Já é consenso entre os cientistas que o hábito de fumar não representa apenas uma escolha social; a genética influencia entre 40% e 75% desse comportamento -  (crédito: Unsplash)
Já é consenso entre os cientistas que o hábito de fumar não representa apenas uma escolha social; a genética influencia entre 40% e 75% desse comportamento - (crédito: Unsplash)

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em colaboração com a Yale University, iniciaram um projeto internacional para investigar a arquitetura genética do tabagismo em populações latino-americanas. A proposta é identificar variantes genéticas associadas a diferentes aspectos do comportamento de fumar, ampliando a diversidade de dados em uma área historicamente concentrada em indivíduos de ascendência europeia.

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Já é consenso entre os cientistas que o hábito de fumar não representa apenas uma escolha social, pois a genética influencia entre 40% e 75% desse comportamento. No entanto, a maior parte das análises genômicas amplas foi realizada em populações europeias, o que limita a compreensão sobre como essas associações se manifestam em grupos com ancestralidade diversa, como é o caso dos latino-americanos.

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O projeto é coordenado pela doutoranda Rafaella Ormond, da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob orientação do professor Marcos Santoro. A iniciativa reúne pesquisadores de diferentes países da América Latina que já dispunham de cortes com dados de genotipagem ou sequenciamento de DNA associados a informações detalhadas sobre o consumo de tabaco.

A metodologia envolve análises de associação genômica ampla, conhecidas como GWAS, que buscam identificar polimorfismos de nucleotídeo único ( pequenas variações no DNA) relacionados a traços como início do uso, intensidade do consumo e dependência à nicotina. Ao integrar dados de múltiplos cortes, o estudo pretende realizar metanálises capazes de aumentar o poder estatístico das descobertas e mapear variantes ainda não descritas em populações latino-americanas.

Resultados preliminares do trabalho foram publicados na revista científica European Neuropsychopharmacology. Segundo os pesquisadores, a ampliação desse tipo de base de dados pode contribuir para estratégias de prevenção e tratamento mais precisas, considerando especificidades genéticas de diferentes populações.

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postado em 11/02/2026 08:43
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