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Gordura marrom ajuda no combate ao câncer de mama, diz estudo da UnB

Pesquisa brasileira revela que gordura ligada à produção de calor reduz a sobrevivência de células tumorais, enquanto gordura branca pode favorecer formas mais agressivas da doença

Estudo mostra que substâncias liberadas por esse tipo de tecido adiposo são capazes de reduzir a sobrevivência, a multiplicação e a capacidade de migração das células tumorais -  (crédito: Freepik)
Estudo mostra que substâncias liberadas por esse tipo de tecido adiposo são capazes de reduzir a sobrevivência, a multiplicação e a capacidade de migração das células tumorais - (crédito: Freepik)

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) identificaram que a chamada gordura marrom tem papel importante no combate ao câncer de mama. O estudo mostra que substâncias liberadas por esse tipo de tecido adiposo são capazes de reduzir a sobrevivência, a multiplicação e a capacidade de migração das células tumorais. No entanto, a gordura branca, mais comum no organismo, pode estimular características associadas a um pior prognóstico da doença. 

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A pesquisa foi publicada na revista científica Cancer e Metabolism, da editora Springer Nature, e foi coordenada pela professora Kelly Grace Magalhães, do Laboratório de Imunologia e Inflamação da UnB, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). 

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O corpo humano possui diferentes tipos de tecido adiposo. A gordura branca é responsável principalmente pelo armazenamento de energia, já a gordura marrom tem como função produzir calor e ajudar no gasto energético, sendo mais ativada em situações de frio. Nos experimentos realizados em laboratório, os cientistas analisaram como substâncias liberadas por esses dois tipos de gordura influenciam células de câncer de mama.

Os resultados mostraram que o tecido adiposo branco estimulou o acúmulo de gotículas de gordura dentro das células tumorais. Esse acúmulo é considerado um marcador metabólico ligado à progressão do câncer, pois pode fornecer energia para o crescimento e a proliferação das células cancerosas. Mesmo sem associação com obesidade experimental, esse efeito já foi observado.

No entanto, o tecido adiposo marrom apresentou efeito oposto. As substâncias liberadas por ele reduziram a viabilidade das células tumorais, diminuíram sua proliferação e sua capacidade de migração, além de induzirem a morte celular. O estudo também apontou aumento do chamado estresse oxidativo nas células cancerosas e mudanças na ativação de células do sistema imunológico relacionadas à resposta antitumoral.

Outro ponto importante identificado pelos pesquisadores foi que a atividade anti-tumoral da gordura marrom pode ser ampliada quando esse tecido está metabolicamente mais ativo, como ocorre na exposição ao frio. Além disso, a modulação de uma via inflamatória específica, chamada inflamassoma, dependente das proteínas caspase-1/11, também potencializou os efeitos protetores. Isso indica que o estado metabólico e inflamatório do tecido adiposo marrom influencia diretamente sua capacidade de atuar contra o tumor.

 

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postado em 18/02/2026 18:43
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