
Transou sem camisinha no carnaval? O Ministério da Saúde orienta que, diante de uma relação sexual desprotegida ou de uma situação considerada de risco, é fundamental buscar atendimento o quanto antes. As campanhas oficiais reforçam que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente testagem, profilaxias, vacinas e métodos de prevenção combinada durante todo o ano, com reforço especial no período carnavalesco.
Segundo a pasta, o primeiro passo após uma exposição sexual de risco é avaliar a necessidade da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV. A recomendação oficial é iniciar o tratamento em até 72 horas após a relação desprotegida, sendo que quanto antes começar, maior a eficácia. A PEP é composta por antirretrovirais utilizados por 28 dias, com acompanhamento clínico e realização de exames durante e após o tratamento.
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- Onde encontrar: a PEP é ofertada gratuitamente pelo SUS em serviços de urgência e emergência, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e serviços especializados em HIV/IST. A orientação é procurar atendimento imediato, sem aguardar sintomas.
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No campo das infecções bacterianas, o ministério divulgou que está em andamento a análise da incorporação da DoxiPEP (doxiciclina como profilaxia pós-exposição) no SUS. A estratégia foi submetida à consulta pública pela Conitec. Estudos científicos internacionais demonstraram que o uso da doxiciclina em até 72 horas após a relação sexual de risco reduziu significativamente novos casos de sífilis e clamídia, com redução também observada em parte dos casos de gonorreia, em populações específicas acompanhadas em pesquisa.
- Recomendação atual: apesar das evidências citadas pelo próprio ministério, a DoxiPEP ainda não foi incorporada ao SUS e permanece em avaliação técnica. Não há recomendação oficial de uso amplo até decisão final.
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Se houver risco de gravidez indesejada, o SUS disponibiliza a anticoncepção de emergência (pílula do dia seguinte). A recomendação é utilizar preferencialmente em até 72 horas após a relação sexual desprotegida. A oferta integra as políticas públicas de saúde sexual e reprodutiva e está prevista em protocolos de atendimento emergencial garantidos por legislação federal.
- Onde encontrar: Unidades Básicas de Saúde e serviços de urgência do SUS.
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Além das medidas imediatas, o Ministério da Saúde reforça a importância da testagem para ISTs após situações de risco.
- Onde fazer: testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. O resultado sai em poucos minutos.
- Recomendação oficial: realizar testagem mesmo sem sintomas, pois muitas infecções podem ser assintomáticas. Em caso de sinais como feridas, corrimento, verrugas ou dor ao urinar, a busca por atendimento deve ser imediata para diagnóstico e início de tratamento.
A prevenção também inclui vacinação, considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir transmissão e complicações futuras. A orientação das campanhas de Carnaval é verificar a carteira vacinal e atualizar doses quando necessário.
- Disponíveis no SUS: vacinas contra hepatite A, hepatite B e HPV, conforme critérios do Programa Nacional de Imunizações.
As campanhas oficiais destacam ainda que a prevenção combinada envolve múltiplas estratégias: uso de preservativos externos e internos, gel lubrificante (distribuídos gratuitamente no SUS), testagem regular, vacinação, PEP quando indicada e, para quem apresenta risco recorrente, avaliação para PrEP após acompanhamento profissional.
As informações detalhadas sobre PEP, consulta pública da DoxiPEP, vacinação, testagem e prevenção combinada estão disponíveis nos portais oficiais do Ministério da Saúde e na área de HIV/Aids e ISTs do governo federal, que reforçam a orientação central após o Carnaval: não esperar sintomas e procurar imediatamente um serviço de saúde em caso de dúvida ou exposição de risco.

Ciência e Saúde
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