BOLETIM

Boletim alerta para alta de casos de síndrome respiratória aguda no país

Aumento foi puxado pelas ocorrências em crianças e adolescentes de dois a 14 anos

Em 2026, o boletim registrou 14.370 casos de SRAG, 5.029 (35%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório -  (crédito: Mojpe/Pixabay)
Em 2026, o boletim registrou 14.370 casos de SRAG, 5.029 (35%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório - (crédito: Mojpe/Pixabay)

Novo Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em quase todo o país. O crescimento observado na nova edição, divulgada na sexta-feira (6/3), foi puxado pelas ocorrências em crianças e adolescentes de dois a 14 anos. A análise compreende a Semana Epidemiológica 8, 22 a 28 de fevereiro.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Entre os menores de dois anos, a maioria dos registros foi de vírus sincicial respiratório (VSR), uma das maiores causas de infecções respiratórias em bebês. Já entre adolescentes, jovens e adultos, predominou o vírus da influenza A. 

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Desde o início de 2026, o boletim registrou 14.370 casos de SRAG, 5.029 (35%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. O Sars-CoV-2, vírus da covid-19, foi responsável por 17% das ocorrências e 39,1% dos óbitos. 

O levantamento destaca ainda que o aumento dos casos seguiu a tendência de longo prazo, com subida dos números nas últimas seis semanas, na maioria dos estados, com exceção de Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Entre elas, 10 apresentaram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas. 

Segundo a pesquisadora do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, Tatiana Portella o aumentos dos casos em crianças e adolescentes tem relação direta com a volta às aulas.  “Portanto, recomendamos que, caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças. Se não for possível deixar a criança ou adolescente em casa, o ideal é que ela use uma boa máscara, especialmente dentro da sala de aula”, pontua a especialista. 

  • Google Discover Icon
postado em 09/03/2026 15:29 / atualizado em 09/03/2026 17:56
x