
Buscar vida além da Terra é um desafio, mas já pensou se existissem outros planetas na Via Láctea que pudessem ser habitados? Pesquisadores do Instituto Carl Sagan, da Universidade Cornell, em New York, identificaram 45 exoplanetas rochosos que possuem as melhores condições para abrigar vida extraterrestre.
O estudo publicado nesta sexta-feira (20/3), liderado pela professora Lisa Kaltenegger utilizou dados das missões Gaia e da National Aeronautics and Space Administration (NASA) e teve como foco os planetas localizados na zona habitável, onde não é nem muito quente, nem muito frio, permitindo a existência de água líquida na superfície, ingrediente essencial para a vida como a conhecemos.
Dos 45 planetas rochosos identificados, 27 são "transitantes", o que significa que os cientistas podem “enxergar” o que compõe o ar sem precisar viajar até lá.
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Em vez de apenas olhar para o histórico de outros planetas, os cientistas usam simulações de computador complexas em 3D (Modelos de Circulação Geral). Essas simulações calculam detalhes minuciosos, como o comportamento das nuvens, a umidade relativa e a dinâmica da atmosfera.
O objetivo do estudo é catalogar alvos reais que poderiam abrigar seres versáteis ou microrganismos extraterrestres. Entre os planetas que mais se destacam no novo catálogo estão:
- Sistema TRAPPIST-1: Localizado a 40 anos-luz, possui quatro planetas (d, e, f e g) considerados entre os mais parecidos com a Terra.
- LHS 1140 b: Um mundo a 48 anos-luz que é um dos principais alvos para o Telescópio James Webb (JWST).
- Centauri b: O vizinho mais próximo do nosso sistema solar.
O futuro da exploração
O catálogo servirá como um guia estratégico para a próxima geração de observatórios espaciais e terrestres, incluindo o Telescópio Nancy Grace Roman em 2027, Telescópio Extremamente Grande (ELT), previsto para 2029, o Telescópio Extremamente Grande (ELT) em 2029, e o futuro Habitable Worlds Observatory (HWO) da NASA, planejado para a década de 2040.
*Estagiária sob supervisão de Ronayre Nunes

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