Câncer de pâncreas

Pacientes com câncer de pâncreas têm maior sobrevida com droga experimental

Remédio criado em universidade dos EUA representa esperança para atingidos por tumores pancreáticos já em estado metastático

Células de câncer pancreático: doença de difícil tratamento ganha uma nova esperança    -  (crédito: Wikimedia Commons/Divulgação )
Células de câncer pancreático: doença de difícil tratamento ganha uma nova esperança - (crédito: Wikimedia Commons/Divulgação )

Um medicamento experimental desenvolvido na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, reduziu em 38% a mortalidade em um ano de pacientes com câncer de pâncreas, um dos mais letais e difíceis de tratar. Em um estudo de fase 2 com 233 pessoas atingidas pela doença do tipo metastático, os cientistas constataram a sobrevida elevada entre os usuários da substância que fizeram quimioterapia, em comparação aos indivíduos que receberam apenas essa última. 

"Embora esses resultados precisem ser confirmados em ensaios clínicos de fase 3, observar um benefício de sobrevida em um câncer tão difícil de tratar é encorajador", disse Devalingam Mahalingam, professor de medicina na divisão de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina Feinberg, na Universidade Northwestern. "Dado o mecanismo inovador desse medicamento, essas descobertas aumentam a possibilidade de que ele possa ter uma aplicação mais ampla em outros tipos de tumores", acrescentou. O estudo foi publicado na revista Nature Medicine

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Combinação

Conduzido em 60 centros médicos de seis países da Europa e da América do Norte, o estudo dividiu os pacientes entre o tratamento padrão — apenas quimioterapia — ou essa mesma substância combinada com o elraglusib. Pessoas do segundo grupo viveram, em média, 10,1 meses, em comparação com 7,2 meses para aqueles que receberam apenas quimioterapia. 

Segundo os pesquisadores, embora a diferença de três meses possa parecer modesta, ela se deve, em parte, ao fato de o estudo ter incluído pacientes cujo câncer progrediu rápido demais para se beneficiarem do tratamento. Entre aqueles com resultados positivos, o impacto foi notável, diz o artigo. O número de indivíduos que receberam elraglusib e que estavam vivos após um ano foi o dobro (44% vs. 22%). Cerca de 13% também sobreviveu a 24 meses de tratamento, sendo que todos os submetidos apenas à quimioterapia morreram nesse período. 

O elraglusib foi desenvolvido há quase 15 anos nos laboratórios da Universidade Northwestern. Ele tem como alvo uma proteína conhecida como GSK-3 beta, que desempenha um papel no crescimento tumoral e na supressão do sistema imunológico. Diferentemente da quimioterapia tradicional, que visa matar as células cancerígenas, a substância age no microambiente tumoral, enfraquecendo as células doentes graças à reativação do sistema imunológico.

 

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postado em 15/04/2026 05:05
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