
Baru, pequi, babaçu, cupuaçu e licuri são algumas das espécies produzidas nos biomas brasileiros que podem render pratos deliciosos. Nem todo mundo, porém, conhece os ingredientes ou sabe o que fazer com eles.
Por isso, a WWF-Brasil lançou uma publicação digital gratuita, o livro Culinária à brasileira: receitas com ingredientes da sociobiodiversidade. Os pratos são apresentados por chefes de cozinha como João Salinas e cozinheiras tradicionais, como as mulheres da comunidade ribeirinha de São Raimundo no Médio Juruá, Amazonas.
“Mais do que um livro de receitas, a publicação apresenta a comida como um elo entre bem-estar e conservação”, explica Ana Carolina Bauer, analista de Conservação do WWF-Brasil. “Os ingredientes da sociobiodiversidade apresentados carregam não apenas valor nutricional, mas também histórias, saberes ancestrais e práticas sustentáveis de manejo da terra”, conta.
Biomas
Dividido em café da manhã, pratos principais, lanches e sobremesas, o livro traduz a diversidade dos biomas brasileiros em preparações acessíveis, convidando o leitor a experimentar novos sabores e, ao mesmo tempo, refletir sobre a origem dos alimentos. A proposta é simples: mostrar que escolhas cotidianas, como o que vai ao prato, podem contribuir para a valorização de povos e comunidades tradicionais e para a manutenção da biodiversidade.
A publicação também dialoga diretamente com tendências de alimentação saudável. Muitas receitas são funcionais, baseadas em ingredientes minimamente processados e com alto valor nutricional, reforçando a ideia de que dietas diversas e conectadas à natureza podem ser aliadas da saúde.
“Populações extrativistas mantêm hábitos alimentares mais equilibrados justamente pela diversidade de produtos naturais que consomem, resultado de uma relação direta com a natureza e do uso de ingredientes nativos manejados de forma sustentável”, argumenta Bauer. “Essa variedade não apenas amplia o valor nutricional da dieta, como também reflete saberes tradicionais que contribuem para a conservação dos biomas e para a manutenção de sistemas alimentares mais saudáveis e resilientes”, ressalta.

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