
O Brasil enfrenta sérios problemas, pois não há um verdadeiro incentivo pelos governos à pesquisa clínica. Tecnologia, pesquisa, ferramentas de inteligência artificial, profissionais necessitam de recursos financeiros, e o que se vê nas universidades federais e centros de pesquisa brasileiros é bastante desanimador, mas sempre é tempo para mudar. Se o governo dedicar mais atenção e verbas à pesquisa clínica, com os recursos de IA, poderíamos ter desenvolvimento de moléculas inovadoras no tratamento de câncer e que já teriam possibilidade de incorporação ao SUS, pois não seriam comercializadas a preços tão altos. Para o sistema de saúde suplementar, também seria muito positivo, pois o custo com tratamentos oncológicos é imenso e uma tecnologia nacional reduziria bastante esse impacto negativo, permitindo a manutenção de acesso aos melhores e mais novos tratamentos.
Alessandra Leite, oncologista do Hospital Santa Lúcia Gama (HSLG)
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