TRATAMENTO CONTRA CÂNCER

Nova terapia celular brasileira avança no combate à leucemia e linfoma

Tratamento que utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório apresentou resultados preliminares promissores, com taxa de resposta de 87,5%

Tratamento utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório e apresentou resultados preliminares promissores, com taxa de resposta de 87,5% -  (crédito: Rafael Nascimento/MS)
Tratamento utiliza células de defesa do próprio paciente modificadas em laboratório e apresentou resultados preliminares promissores, com taxa de resposta de 87,5% - (crédito: Rafael Nascimento/MS)

Desenvolvida no Hemocentro de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Butantan, a CAR-T Cell, uma terapia celular que utiliza células de defesa do paciente modificadas em laboratório para tratar pessoas diagnosticadas com linfoma e leucemia, apresentou uma taxa de resposta de 87,5%.

Os dados foram divulgados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (10/6), durante coletiva de imprensa. O estudo, conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), ainda está em andamento e o Ministério da Saúde (MS) divulgou, até o momento, apenas os resultados preliminares. De acordo com Padilha, os resultados são muito animadores e representam um grande avanço na medicina brasileira.

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“O Comitê de Inovação, criado pela diretoria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), vai tratar esse produto como um dos produtos inovadores. Esse comitê é formado pelos diretores da Anvisa, que acelera a avaliação e o acompanhamento que já é feito permanentemente pela equipe técnica da Anvisa”, esclarece o ministro.

Para seguir as normas internacionais de tratamentos deste tipo, a Anvisa precisa acompanhar os pacientes selecionados para receber a terapia por um ano, analisando a evolução de cada um, bem como a segurança e a eficácia da CAR-T Cell. 

O Ministério da Saúde investiu R$100 milhões para o desenvolvimento da terapia. Alexandre Padilha destacou que o valor destinado ao estudo busca fortalecer a capacidade de pesquisa do Brasil, garantindo que pesquisadores estejam no Brasil produzindo tecnologia para o país. “Também é uma terapia que custa hoje R$2,5 milhões para a família que quiser buscar esse tratamento e que pode virar um direito pelo SUS (Sistema Único de Saúde) de graça”, destaca o ministro.

Pelo menos 100 novos pacientes ainda serão recrutados para o estudo, até o momento 75 participantes foram incluídos no estudo clínico e 25 iniciaram a terapia. Os dados divulgados pelo MS ainda apontam que aproximadamente 9 em cada 10 pacientes tiveram uma redução significativa ou o desaparecimento do tumor após o tratamento. 

A USP anunciou que, a partir da evolução do estudo, o Ministério da Saúde deve realizar a criação de uma rede de hospitais públicos treinada para tratar pacientes com a terapia CAR-T Cell.

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postado em 10/06/2026 17:21
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