
Pessoas com fragilidade física e pressão alta podem ter um risco menor de desenvolver demência, aponta um estudo publicado na revista médica “Neurology®”. A pesquisa, no entanto, não prova que a condição causa essa redução no risco, apenas mostra uma associação.
O levantamento não encontrou o mesmo efeito em idosos considerados robustos. Para este grupo, a pressão alta foi associada a um risco maior de demência. Os pesquisadores analisaram dados de 6.135 pessoas com idade média de 75 anos, acompanhadas por um período de nove anos.
Leia Mais
-
Veja os riscos da hipertensão precoce e como proteger a saúde
-
Estudo aponta que síndrome metabólica aumenta o risco de demência em até 70%
O que é fragilidade física?
A fragilidade física é definida pela presença de três ou mais dos seguintes sintomas: cansaço frequente, pouca ou nenhuma atividade física, marcha lenta, baixa força de preensão manual e perda de peso não intencional.
A pesquisa classificou como pré-frágeis aqueles com um ou dois desses sintomas. Já os participantes sem nenhum dos sinais foram definidos como robustos. No início do acompanhamento, 334 pessoas se encaixavam nos critérios de fragilidade, 2.376 de pré-fragilidade e 2.383 eram robustas.
Durante o estudo, 30% das pessoas com fragilidade ou pré-fragilidade desenvolveram demência, em comparação com 16% das pessoas robustas. Após ajustar para outros fatores como idade, tabagismo e diabetes, os resultados mostraram um cenário distinto para cada grupo.
Pessoas com sinais de fragilidade e pressão arterial elevada tinham 32% menos probabilidade de desenvolver demência do que aquelas com pressão arterial normal. Por outro lado, os participantes robustos com pressão alta apresentaram 39% mais chances de desenvolver a condição.
Jason R. Smith, autor do estudo, afirmou que talvez seja necessário analisar a saúde geral das pessoas e a presença de fragilidade ao considerar como controlar a pressão arterial. Ele ressalta que mais pesquisas são necessárias para determinar se essa abordagem pode de fato reduzir o risco de demência.
Uma das limitações do estudo é que os pesquisadores não consideraram a idade em que os participantes manifestaram os primeiros sintomas de doenças vasculares nem o controle dessas condições com tratamento.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
