ESPAÇO

Asteroide fará maior aproximação da Terra em séculos

Objeto espacial passará a cerca de 2,5 milhões de quilômetros do planeta e poderá ser visto com pequenos telescópios

O encontro não deverá se repetir com distância semelhante até o século 22
 -  (crédito: Gianluca Masi/The Virtual Telescope Project)
O encontro não deverá se repetir com distância semelhante até o século 22 - (crédito: Gianluca Masi/The Virtual Telescope Project)

No próximo dia 27 de junho, o asteroide 152637, conhecido pelos astrônomos como 1997 NC1, fará sua maior aproximação do planeta em mais de 400 anos. O fenômeno chama a atenção pelo tamanho do objeto e pela raridade do encontro.

O asteroide passará a cerca de 2,56 milhões de quilômetros da Terra, o equivalente a aproximadamente sete vezes a distância entre a Terra e a Lua. Embora pareça longe, trata-se de uma aproximação considerada muito próxima para um objeto desse porte. Segundo estimativas atuais, ele pode medir entre 700 metros e 1,6 quilômetro de diâmetro. 

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Descoberto em 1997 por um programa da Nasa dedicado à busca de objetos próximos da Terra, o 1997 NC1 pertence à categoria dos chamados asteroides potencialmente perigosos. A classificação, porém, não significa que ele representa uma ameaça imediata. Ela é utilizada para identificar corpos celestes grandes que passam relativamente perto da órbita terrestre e que, por isso, merecem monitoramento constante.  

O que torna o evento especial é sua raridade. Cálculos mostram que esta será a aproximação mais próxima do asteroide desde pelo menos o ano de 1600. Depois desta passagem, uma distância semelhante só deverá ocorrer em 2133, mais de um século à frente.  

Além do espetáculo para observadores do céu, a visita representa uma oportunidade científica importante. Pesquisadores da Nasa pretendem utilizar radares para estudar o objeto com mais detalhes e tentar resolver uma dúvida que ainda intriga os especialistas. O tamanho exato do asteroide permanece incerto porque a quantidade de luz refletida por sua superfície pode enganar as estimativas feitas a partir da observação convencional.  

A astrônoma Marina Brozovic, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, explica que o radar permite uma análise mais precisa do que os métodos tradicionais.

“Levamos nossa própria lanterna e o eco retorna carregando muitas informações valiosas”, afirmou a pesquisadora ao descrever a tecnologia utilizada para estudar objetos próximos da Terra.  

As observações também poderão revelar características como velocidade de rotação, formato e composição da superfície. Esses dados ajudam cientistas a compreender melhor a origem e a evolução dos corpos rochosos que circulam pelo Sistema Solar.  

Quem tem telescópio de pequeno porte ou bons binóculos poderá tentar acompanhar a passagem. Durante os dias mais próximos da aproximação, o asteroide deverá atingir brilho suficiente para ser observado por equipamentos amadores em condições favoráveis. 

*Estagiária sob supervisão de Mariana Niederauer

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postado em 15/06/2026 16:55
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