
A Microsoft mudou a forma como cobra pelo seu software pela primeira vez em duas décadas e vai oferecer um sistema de pagamento por uso de seu novo agente de IA, que se somará ao tradicional sistema de assinatura.
A mudança é motivada pelo aumento vertiginoso do custo de operação da inteligência artificial e foi divulgada nesta terça-feira (16), quando a empresa lançou o Copilot Cowork, um "agente" de IA capaz de realizar tarefas de escritório de forma autônoma, como redigir documentos, planilhas e enviar e-mails.
A nova ferramenta continua exigindo uma assinatura paga do Microsoft 365 Copilot, mas agora cada tarefa executada será cobrada separadamente, de acordo com o poder de processamento consumido.
O Copilot Cowork é a aposta da Microsoft na chamada "IA agêntica" (pelo uso de agentes para tarefas específicas), uma onda que tomou conta do Vale do Silício e transformou simples chatbots em assistentes capazes de executar tarefas em nome do usuário.
Ao agente é possível atribuir uma meta ou uma tarefa e deixá-lo executá-la sozinho, às vezes por várias horas.
A razão do novo esquema de preços se resume ao custo: operar esses sistemas de IA exige muito mais poder de processamento do que o necessário para um mecanismo de busca ou um chatbot, e seu consumo pode variar amplamente de um usuário para outro.
O novo plano será "como quando você enche o tanque de gasolina no posto", exemplificou à AFP Charles Lamanna, vice-presidente-executivo da Microsoft para Copilot e agentes.
Tradicionalmente, a Microsoft trabalhava com um sistema de assinatura com valores fixos e previsíveis. Para Lamanna, é "a única forma de tornar o modelo viável".
As empresas poderão estabelecer tetos de gastos por funcionário, por equipe ou por departamento.

Ciência e Saúde
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