A Nasa anunciou nesta quarta-feira (3) que encerrará a missão com a qual estudava a atmosfera e a evolução de Marte, após perder contato com uma sonda espacial há seis meses.
A nave científica Maven — sigla de Mars Atmosphere and Volatile Evolution Mission — entrou em órbita de Marte em 2014.
A missão tinha como objetivo operar por um ou dois anos, mas a sonda permaneceu ativa por mais de uma década, até dezembro de 2025, quando perdeu contato com a Terra.
Sem conseguir restabelecer a comunicação, a Nasa se resignou à perda da nave, que se acredita ainda estar em órbita ao redor de Marte.
A agência espacial informou nesta quarta-feira que investigará a causa da perda.
Para Shanon Curry, professora de astrofísica envolvida na missão, foi a "melhor missão a Marte da história".
A sonda permitiu aos cientistas compreender o fenômeno da fuga atmosférica, que consiste na perda de gases da atmosfera para o espaço, explicou Curry aos jornalistas.
"Agora temos uma compreensão melhor da fuga atmosférica em Marte do que em qualquer outro planeta, incluindo a Terra, e, portanto, Marte serve como um laboratório natural para entender a atmosfera dos planetas rochosos", afirmou Curry.
A chefe do programa de exploração da Nasa, Tiffany Morgan, acrescentou que a Maven "nos ajudou a compreender profundamente a atmosfera, a história climática e a habitabilidade de Marte".
A sonda também serviu como retransmissora de comunicações entre a Terra e os robôs que a Nasa enviou à superfície do planeta vermelho.
Agora, outros orbitadores terão de assumir essa função de retransmissão.
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