EXPLORAÇÃO ESPACIAL

Descoberta revela como nasce uma estrela como o nosso Sol

Pela primeira vez, cientistas observam fenômeno que enfraquece o campo magnético de um 'berçário estelar', permitindo o colapso que forma a estrela

Ilustração mostra o processo de difusão ambipolar em berçários estelares, onde o campo magnético enfraquece para permitir a formação de estrelas -  (crédito: Yurika Nakamura e Doris Arzoumanian/Kyushu University)
Ilustração mostra o processo de difusão ambipolar em berçários estelares, onde o campo magnético enfraquece para permitir a formação de estrelas - (crédito: Yurika Nakamura e Doris Arzoumanian/Kyushu University)

Estrelas como o Sol nascem a partir do colapso de "berçários" estelares, que são concentrações frias e densas de gás e poeira. Pela primeira vez, pesquisadores detectaram um fenômeno que enfraquece o campo magnético desses núcleos, permitindo que a gravidade inicie a formação de uma estrela.

Um artigo na revista Astronomy & Astrophysics detalha a descoberta, feita por cientistas da Universidade de Kyushu e do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre. Os campos magnéticos que permeiam esses núcleos pré-estelares podem ser fortes o suficiente para atrasar ou impedir o colapso gravitacional necessário para a formação estelar.

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A equipe utilizou o telescópio de 30 metros do Instituto de Radioastronomia na Faixa Milimétrica (IRAM) para observar L1544, um núcleo pré-estelar na nuvem molecular de Touro. Como as moléculas mais comuns congelam em grãos de poeira nesses ambientes frios, os pesquisadores precisaram identificar novos marcadores.

Eles selecionaram o íon diazenílio-d1 (N2D+) e a molécula neutra amônia para-monodeuterada (para-NH2D), ambos localizados em regiões de alta densidade.

Como o campo magnético enfraquece

Ao analisar os dados, os cientistas encontraram uma diferença de velocidade de cerca de 0,05 km/s entre as duas moléculas. Essa diferença é interpretada como a prova de um processo chamado difusão ambipolar.

À medida que a densidade do núcleo aumenta, a ionização diminui. Com isso, as partículas neutras se desacoplam do campo magnético e são puxadas pela gravidade para o centro, acelerando. Já os íons permanecem ligados ao campo, o que causa a diferença de velocidade observada.

Conforme a difusão ambipolar avança, a intensidade do campo magnético diminui até que a gravidade se torne a força dominante, resultando no colapso do núcleo e na formação de uma protoestrela.

A equipe de pesquisa planeja confirmar os resultados observando outros núcleos pré-estelares para mapear melhor o deslocamento de velocidade entre íons e moléculas neutras. Compreender a formação de estrelas aborda uma questão fundamental sobre a origem da vida em sistemas planetários e nos ajuda a entender melhor o universo como um todo.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 10/07/2026 16:54 / atualizado em 10/07/2026 16:54
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