VIDA ANIMAL

Macaco de lábios alaranjados é descoberto em floresta tropical

Primata já é considerado ameaçado; entenda a importância da descoberta feita na República Democrática do Congo

Likweli, um macaco de pelo preto e boca alaranjada recentemente identificado na República Democrática do Congo -  (crédito: Daniel Rosengren/Sociedade Zoológica de Frankfurt)
Likweli, um macaco de pelo preto e boca alaranjada recentemente identificado na República Democrática do Congo - (crédito: Daniel Rosengren/Sociedade Zoológica de Frankfurt)

Um macaco raro, com pelo preto e uma distinta boca alaranjada, foi confirmado como uma nova espécie nas florestas do Parque Nacional de Lomami, na República Democrática do Congo. Batizado de "Likweli" pelo povo local Balanga, o animal permaneceu por muito tempo desconhecido para a ciência.

A descoberta representa a quinta espécie de macaco africano identificada nos últimos 75 anos e a segunda encontrada em Lomami, segundo um estudo publicado na revista "PLOS ONE". O achado reforça a importância da conservação na região, ameaçada pela caça e pela perda de habitat.

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O primata foi fotografado pela primeira vez em 2008, mas a imagem estava borrada. Apenas uma década depois, pesquisadores do Projeto TL2 da Fundação de Pesquisa da Vida Selvagem de Lukuru estabeleceram uma base na área e conseguiram avistar o animal novamente, percebendo que se tratava de uma espécie desconhecida.

Identificação da espécie

O Likweli pertence ao gênero Colobus e, como outros do grupo, possui quatro dedos. Segundo Junior Amboko, biólogo e coautor do estudo, o que o diferencia é a "máscara laranja ao redor dos lábios" e a forma como seu pelo é espetado.

Durante quatro anos, a equipe de Amboko rastreou os animais, gravou suas vocalizações e consultou comunidades locais. Em 52 aldeias visitadas, apenas oito reconheceram o macaco. Os pesquisadores também estudaram espécimes mortos, confiscados de caçadores, para análises físicas e genéticas.

Os resultados mostraram que o Likweli é menor que outros macacos colobus e possui uma mancha laranja-creme na boca e uma mancha branca na parte traseira. A análise genética revelou que a espécie divergiu de seu parente mais próximo, o colobo-preto, há cerca de 5 milhões de anos.

A equipe nomeou cientificamente a espécie como C. congoensis, em homenagem à Bacia do Congo. Os pesquisadores recomendam que ela seja classificada como ameaçada de extinção, pois vive em uma área restrita de aproximadamente 1.700 quilômetros quadrados, o que a torna vulnerável à caça e ao desmatamento.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 17/07/2026 09:35
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