
Um eclipse solar total vai proporcionar um dos fenômenos astronômicos mais aguardados dos últimos anos na próxima quarta-feira (12/8). O evento permitirá que observadores de algumas regiões da Europa acompanhem o momento em que a Lua ficará posicionada entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar em determinadas áreas do planeta.
chamada faixa de totalidade, onde o Sol ficará totalmente encoberto, alcançará regiões da Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e nordeste de Portugal. Nesses locais, o dia dará lugar a uma breve escuridão enquanto a sombra da Lua atravessa a superfície terrestre.
Fora dessa área restrita, moradores de partes da Europa, África e América do Norte poderão acompanhar um eclipse parcial, no qual apenas uma parte do disco solar será encoberta pela Lua.
O último eclipse solar total observado em larga escala ocorreu em abril de 2024, quando o fenômeno foi visto no México, nos Estados Unidos e no Canadá. Já na Europa continental, a última ocorrência registrada aconteceu em 2006, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).
O evento de agosto também terá um significado histórico para a Espanha: será o primeiro eclipse solar total visível no território continental do país desde 1905. Além disso, será o primeiro de uma sequência de três eclipses solares que poderão ser observados pelos espanhóis até 2028, de acordo com a ESA.
"Um eclipse solar total é um daqueles raros momentos em que milhões de pessoas podem olhar para o céu juntas e sentir admiração e curiosidade", disse Carole Mundell, diretora de ciência da ESA.
Trajeto do eclipse
A faixa onde será possível observar a totalidade terá aproximadamente 8,2 mil quilômetros de extensão. O fenômeno começará sobre a região costeira do Ártico por volta das 13h (horário de Brasília), seguirá em direção ao Polo Norte e depois avançará pela Groenlândia, Islândia, Portugal e norte da Espanha, segundo informações do EarthSky, site especializado em astronomia e ciências da Terra.
O tempo de observação da fase total dependerá da localização. Na Groenlândia, o escurecimento completo poderá durar pouco mais de dois minutos, enquanto no norte da Espanha a duração será de aproximadamente 20 segundos. As condições meteorológicas são consideradas o principal fator de risco para quem pretende acompanhar o fenômeno, já que nuvens podem impedir a visualização.
Na Espanha, o eclipse atravessará a Galícia e, posteriormente, as Ilhas Baleares, ocorrendo próximo ao fim do dia e acelerando a transição entre a luz solar e a escuridão, segundo o Comitê Científico e Consultivo Espanhol para o Trio de Eclipses.
Para descobrir o horário exato e o nível de visibilidade em cada localidade, os observadores podem consultar plataformas especializadas, como o site Time and Date.
Quem estiver fora da trajetória da totalidade também poderá acompanhar o fenômeno por meio de uma transmissão ao vivo organizada pela ESA, com imagens feitas a partir do Observatório Astrofísico de Javalambre, em Teruel, na Espanha.
Próximos eclipses solares
O próximo eclipse solar total previsto após o fenômeno de agosto ocorrerá em 2 de agosto de 2027 e poderá ser observado no sul da Espanha, norte da África, Arábia Saudita e Iêmen, segundo a Nasa.
Nos Estados Unidos, um novo eclipse total só será visto em 30 de março de 2033, quando a faixa de totalidade ficará restrita ao Alasca. Já no território continental norte-americano, o próximo evento desse tipo ocorrerá em 22 de agosto de 2044, com visibilidade em áreas de Dakota do Norte e Montana.
Um eclipse solar total com uma trajetória atravessando diversos estados dos EUA está previsto para 12 de agosto de 2045. A faixa de totalidade deverá passar por Califórnia, Nevada, Utah, Colorado, Kansas, Oklahoma, Arkansas, Mississippi, Alabama e Flórida, enquanto outras regiões poderão acompanhar apenas a fase parcial.
Cuidados para observar o fenômeno
Apesar de ser um evento astronômico seguro de acompanhar, a observação do eclipse exige cuidados específicos. Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar danos graves à visão. A única exceção ocorre durante a fase de totalidade, quando o disco solar está completamente encoberto pela Lua.
Assim que qualquer ponto de luz solar voltar a aparecer, é necessário utilizar óculos de eclipse certificados ou equipamentos próprios de observação solar. Também é possível acompanhar o fenômeno com telescópios, binóculos ou câmeras equipadas com filtros solares apropriados.
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Óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente e não devem ser usados como substitutos dos equipamentos específicos para eclipses. A recomendação é evitar acessórios com riscos, rachaduras ou qualquer tipo de dano que comprometa a segurança.
A Nasa alerta ainda que não se deve observar o Sol por meio de câmeras, telescópios ou binóculos enquanto se utiliza apenas óculos de eclipse. Esses equipamentos ampliam a concentração da luz solar, o que pode danificar o filtro de proteção e provocar lesões oculares.

Ciência e Saúde
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