
Você provavelmente já ouviu falar em exames de ressonância magnética, mas talvez não saiba que eles dependem de um grupo de elementos químicos conhecidos como terras raras. A importância desses minerais ficou ainda mais evidente com o recente anúncio da mineradora australiana Viridis Mining and Minerals, que garantiu um financiamento de até US$ 120 milhões para seu projeto em Poços de Caldas, Minas Gerais. O valor é parte de um investimento total previsto de R$ 1,35 bilhão no Projeto Colossus, um dos maiores do mundo em terras raras.
A aplicação mais conhecida na medicina está nos ímãs superpotentes dos aparelhos de ressonância. Elementos como o neodímio e o gadolínio são essenciais para gerar os campos magnéticos que criam imagens detalhadas do corpo humano, permitindo diagnósticos precisos de tumores, lesões neurológicas e problemas musculares.
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Sem esses componentes, a medicina diagnóstica como conhecemos hoje simplesmente não existiria. A capacidade de visualizar tecidos moles com alta resolução é uma conquista diretamente ligada à disponibilidade e às propriedades únicas desses minerais extraídos do solo.
O gadolínio, por exemplo, é também a base para os agentes de contraste injetados nos pacientes. Essa substância realça as imagens e ajuda os médicos a diferenciar tecidos saudáveis de áreas doentes com muito mais clareza, tornando os laudos mais assertivos.
Além da ressonância: outros usos na saúde
A dependência da medicina das terras raras vai além dos exames de imagem. Diversas outras tecnologias e tratamentos de ponta utilizam esses elementos em seus componentes, mostrando como são vitais para a saúde moderna.
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Lasers cirúrgicos: elementos como érbio e hólmio são usados em lasers de alta precisão para cirurgias delicadas, incluindo procedimentos oftalmológicos e dermatológicos.
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Equipamentos de raios-x: alguns compostos de terras raras melhoram a qualidade das imagens em equipamentos de radiografia, permitindo doses menores de radiação nos pacientes.
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Tratamentos contra o câncer: isótopos radioativos de elementos como o itrio-90 são utilizados em terapias direcionadas para combater certos tipos de tumores.
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Lentes especiais: o lantânio é um componente fundamental na fabricação de lentes de alta qualidade para microscópios e outros equipamentos de laboratório.
O investimento em solo brasileiro reflete uma corrida global por esses minerais. Atualmente, a China controla cerca de 60% da produção mineral e mais de 90% do refino mundial, o que gera uma busca por novas fontes para garantir o suprimento de tecnologias essenciais. Nesse contexto, o Projeto Colossus, em Minas Gerais, coloca o Brasil em uma posição estratégica.
Para acelerar o desenvolvimento, a Viridis já inaugurou seu centro de pesquisa e processamento em Poços de Caldas, com a expectativa de que o projeto entre em operação até o final de 2027. A exploração dessas jazidas é vista como fundamental para diversificar a cadeia produtiva global e garantir o suprimento desses materiais tão importantes para a saúde e a tecnologia.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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