Descoberta

Estudo investiga temperatura do sangue do dinossauro T.rex

Mesmo vivendo mais de 66 milhões de anos antes dos primeiros seres humanos, em um ambiente bastante diferente daquele que daria origem ao Homo sapiens, a temperatura do T.rex beirava os 36 graus celsius, a mesma de uma pessoa

O fóssil de um dente do tiranossauro: um dos mais predadores do Cretáceo Superior -  (crédito: Pixabay/Divulgação )
O fóssil de um dente do tiranossauro: um dos mais predadores do Cretáceo Superior - (crédito: Pixabay/Divulgação )

O temível Tiranossauro rex não era como um lagarto preguiçoso que fica horas sob o Sol para regular sua temperatura. Na verdade, tinha sangue quente, concluiu uma equipe da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), nos Estados Unidos. Os cientistas chegaram à conclusão examinando partes de dentes desse que é considerado um dos mais perigosos predadores do Cretáceo Superior. 

Mesmo vivendo mais de 66 milhões de anos antes dos primeiros seres humanos, em um ambiente bastante diferente daquele que daria origem ao Homo sapiens, a temperatura do T.rex beirava os 36 graus celsius, a mesma de uma pessoa. Segundo os cientistas, que usaram fósseis do Museu de História Natural do Condado de Los Angeles, o "rei dos lagartos tiranos" era um predador ágil capaz de sobreviver em climas frios, que seriam mortais para outros répteis. 

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A chave para medir a temperatura do T. rex reside em uma interação química de isótopos raros de carbono e oxigênio dentro do esmalte dentário. O número dessas ligações aumenta em temperaturas mais frias e diminui nas mais quentes. "Essa é a base do uso de isótopos como termômetro", disse Robert Eagle, geobiólogo da Ucla e coautor do estudo. 

Durável 

Segundo Eagle, teoricamente, é possível fazer essa medição usando qualquer parte do esqueleto, mas os ossos estão constantemente sendo remodelados, dissolvidos e substituídos. "O esmalte dentário possui grandes estruturas cristalinas extremamente duráveis, tornando-o a parte do esqueleto que mais resiste à alteração química pelo ambiente ao longo dos milênios."

Eagle e o autor principal, Randy Flores, usaram uma broca odontológica para remover o esmalte dos fósseis e dissolveram o pó resultante em ácido fosfórico para liberar gás carbônico contendo as ligações isotópicas. A medição gasosa com um espectrômetro de massa revelou as proporções isotópicas, explicaram os autores. 

Segundo a pesquisa, um T. rex com termorregulação reforça as teorias de que os tiranossauros eram animais ativos, que caçavam ou buscavam alimento para sustentar seu metabolismo acelerado, disse Eagle. Isso também amplia a cronologia, mostrando o quanto esse ancestral das aves modernas, de sangue quente, já havia divergido dos dinossauros de sangue frio.

 

 

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postado em 17/09/2026 05:02
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