A partir dos 40 anos, mudanças no organismo também podem aparecer na boca. Retração gengival, sensibilidade, boca seca e desgaste dos dentes estão entre os problemas que podem surgir ou se intensificar nessa fase. Hábitos acumulados ao longo da vida, como higiene bucal, alimentação, alterações hormonais e até o uso de medicamentos podem influenciar a saúde dos dentes e da gengiva.
Um dos sinais que merece atenção é a retração gengival, quando a gengiva se desloca e deixa parte da raiz do dente exposta. O problema pode aumentar a sensibilidade ao frio, calor, doces e alimentos ácidos. Escovar os dentes com força excessiva e manter uma higiene inadequada estão entre os fatores que podem contribuir para a condição. “É muito comum o paciente perceber a sensibilidade e simplesmente tentar conviver com ela ou buscar alguma solução pontual. Mas é importante investigar o que está provocando esse desconforto”, explica a dentista Geisa Cantelli, especialista em Ortodontia e Reabilitação Oral.
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As doenças periodontais também merecem atenção. A placa bacteriana e o tártaro podem provocar inflamação na gengiva e, sem tratamento, atingir os tecidos e ossos que sustentam os dentes. Em casos mais avançados, a periodontite pode causar mobilidade e até a perda dos dentes. Sangramento durante a escovação, gengiva inchada ou avermelhada e mau hálito permanente são alguns dos sinais de alerta.
Já a boca seca é outra queixa que pode aparecer com mais frequência. A redução da saliva aumenta o risco de cáries e desconforto, visto que ela ajuda a proteger a cavidade oral. Além disso, medicamentos e alterações hormonais, entre outros fatores, podem interferir na produção salivar.
Para reduzir os riscos, a recomendação é manter a escovação adequada, usar fio dental e raspador de língua diariamente e não deixar as consultas odontológicas de lado. O acompanhamento permite identificar alterações antes que elas avancem e definir os cuidados necessários para cada caso.
“Não é correto esperar sentir dor ou perceber um dente comprometido para procurar ajuda. O acompanhamento regular permite que os cuidados sejam individualizados e que possíveis problemas sejam tratados antes de avançarem”, completa Geisa.
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