Arqueologia

Esqueleto romano com 1.600 anos teve morte terrível, indicam cientistas

Pesquisadores acreditam que restos mortais são de jovem que se escondeu dentro de um jarro durante ataques de grupos invasores

Uma descoberta arqueológica na antiga colônia romana de Deultum, na Bulgária, pode ter esclarecido um mistério milenar. Durante escavações, feitas em agosto, pesquisadores búlgaros encontraram os restos mortais de uma pessoa escondidos dentro de um jarro de cerâmica. Análises mostram que o corpo era de um jovem morto por volta de 400 d.C, período marcado por invasões de grupos germânicos na região.

O jarro estava em uma das torres defensivas que cercavam a cidade de Deultum e acredita-se que a vítima morreu por asfixia após a posição ser incendiada pelos invasores. Ao redor do local, foram encontradas cinzas, carvão, moedas e ossos queimados de animais. 

De acordo com a professora Lyudmil Vagalinski, da Academia Búlgara de Ciências, a presença do corpo naquele local indica que a morte do jovem pode estar relacionada à circunstâncias excepcionais.

"O homem encontrou refúgio no jarro, agachado com os joelhos pressionados contra o queixo e o rosto voltado para baixo. Ele segurava uma faca de ferro na mão direita e tinha também uma segunda, menor, pendurada em um anel, mas não era um guerreiro", explicou ao jornal britânico Daily Mail.

O cenário indica que o jovem se escondeu no recipiente quando as chamas já se espalhavam pela torre. O local foi nivelado e reconstruído após o fim dos conflitos sem que o corpo fosse encontrado até as escavações, mil e seiscentos anos depois.

Deultum foi alvo de diversos saques de inimigos do Império Romano durante os séculos IV e V e a equipe de Vagalinski acredita que o jovem morreu em um desses ataques. "Ele não fez nenhuma tentativa de sair, provavelmente sufocou no fogo. Por enquanto, podemos dizer que o esqueleto é de um jovem, mas saberemos mais após a análise antropológica", acrescentou.

Mais Lidas