SINAIS!

7 sinais do câncer raro que a atriz Drica Moraes enfrentou

Artista foi diagnosticada com leucemia mieloide aguda em meados de 2010; atualmente ela está curada

Quase 16 anos após enfrentar um dos períodos mais delicados de sua trajetória, a atriz Drica Moraes celebra, em julho, o transplante de medula óssea que transformou completamente sua vida.

Diagnosticada com leucemia mieloide aguda em 2010, ela superou a doença e costuma definir o procedimento como o início de uma “segunda vida”.

Em conversa com a revista CARAS, o médico oncologista Jorge Abissamra, responsável pela coordenação da Oncologia do Hospital Santa Clara e da HapVida Intermédica NotreDame, detalhou as características da enfermidade enfrentada pela atriz e reforçou a relevância da identificação precoce do problema.

“A leucemia mieloide aguda (LMA) é um tipo de câncer do sangue e da medula óssea, onde são produzidas as células sanguíneas. Na LMA, ocorre uma alteração genética nas células imaturas da medula, chamadas ‘blastos’, que deveriam se transformar em glóbulos brancos saudáveis.

Em vez disso, essas células passam a se multiplicar de forma descontrolada e não funcionam adequadamente, comprometendo a produção normal do sangue”, explicou o especialista.

De acordo com o oncologista, os sintomas costumam aparecer devido à queda na produção de células sanguíneas saudáveis pela medula óssea.

Entre os sinais mais frequentes estão anemia, provocando fadiga, palidez e falta de ar; redução das plaquetas, que pode causar manchas roxas e sangramentos espontâneos; além de alterações nos glóbulos brancos, aumentando a vulnerabilidade a infecções e episódios de febre persistente.

O especialista também destacou que perda de peso, falta de apetite e dores ósseas podem surgir durante o quadro clínico.

Embora seja considerada rara, a leucemia mieloide aguda apresenta comportamento agressivo e demanda rapidez tanto no diagnóstico quanto no início do tratamento.

Segundo Jorge Abissamra, a enfermidade representa de 1% a 2% de todos os cânceres e corresponde a cerca de 30% dos casos de leucemia em adultos.

“Representa cerca de 1 a 2% de todos os cânceres e aproximadamente 30% das leucemias em adultos. Apesar de não ser comum, é uma doença agressiva e que exige diagnóstico e início de tratamento rápidos”, afirmou.

O tratamento, conforme explicou o médico, geralmente envolve sessões intensivas de quimioterapia, com o objetivo de eliminar as células cancerígenas e restabelecer o funcionamento adequado da medula óssea.

 

 

 

 

 

 

 

 

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