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Ex-Panicat Gabi Levinnt relata assédio nos bastidores do Pânico: 'Baixaria'

Modelo revelou práticas recorrentes dos diretores do programa, que foi ao ar até 2017

Gustavo Soares - Especial para o Uai
postado em 08/06/2021 15:53
 (crédito: Gabi Levinnt/Instagram/Reprodução)
(crédito: Gabi Levinnt/Instagram/Reprodução)

Gabi Levinnt, ex-Panicat do Pânico na Band, humorístico que foi ao ar de 2012 a 2017, falou sobre assédio que sofreu nos bastidores do programa. Em entrevista ao jornal O Dia, a modelo afirma que precisou fazer terapia e relatou as práticas recorrentes dos diretores.

Após o fim do programa, ela diz que passou por maus momentos: "Sofri por uma exposição não tão legal e olha que não era aquela exposição porque eu nem era famosa, mas eu não queria mais ser vista daquele jeito. Fui fazer terapia, estudar e descobrir realmente quem eu era. Foi uma decisão bem pensada".

Levinnt descreve o ambiente do Pânico detalhadamente: "Era um ambiente machista e tóxico. Muita baixaria. Eu trabalhava no programa Legendários [da Record] e fui indicada por uma amiga para fazer uma participação no Pânico, onde eu aparecia nua no lugar do entregador de pizzas. Topei porque a nudez nunca foi um problema para mim e até que foi tranquilo porque todos me respeitaram e tudo saiu melhor do que esperavam".

A ex-Panicat ainda relata um episódio de assédio que considera traumático: “Um dos diretores me chamou para um reservado. Eu juro que achei que ele iria passar alguma coisa, uma dica ou me cobrar algo. Não levei na maldade mesmo, mas aí ele me agarrou e colocou o p** para fora. Praticamente me obrigou a fazer um boq... e disse : 'se você quer aparecer mais, tem que colaborar'. Saí correndo, me mantive quieta o resto do dia e deixei para pensar o que iria fazer no dia seguinte. Decidi ver qual era a situação".

De acordo com a modelo, todas as meninas eram assediadas, e as que “topavam” ascendiam na carreira: "Das panicats mais famosas até as que só eram participantes de alguns quadros como eu era, todas eram assediadas sexualmente. Também fui vendo que as meninas que topavam 'colaborar' iam subindo, iam aparecendo mais nos programas, ganhavam destaques".

"Nós éramos chamadas de p**** e vagabundas pelos diretores e pelos atores. Diariamente. Os únicos que nos respeitavam eram o Carioca, Ceará e o Emílio. O resto nos xingava direito. Eu não ligava muito para os xingamentos e não me afetavam porque eu sabia que aqueles adjetivos não eram pra mim. O que me deixava irritada e possuída de ódio era ter que sair ou “dar” para alguém para ganhar um destaque no programa. Também não gostava quando passavam a mão na minha bunda. Era direto, eu ficava indignada", revela a modelo.

"Uma vez, durante uma gravação do quadro A Igreja do Poderoso, eu fiquei apertada para ir ao banheiro e como eu não estava no set, saí para o alojamento. Quando cheguei a porta estava trancada e eu fiquei esperando um tempinho a pessoa sair. Não demorou muito e duas panicats saíram do toilet acompanhadas de um diretor famoso do programa", diz a modelo, demonstrando que eram práticas recorrentes.

A modelo diz que ficou calada enquanto estava no programa porque era rentável: "Consegui ganhar com esses extras para sair de lá e poder ter uma vida melhor. Mas, quando eu saí do programa, eu briguei, xinguei e fiz um dossiê contando tudo que foi parar na direção. Soube que depois da minha última gravação, o Largadas e Peladas, algumas pessoas foram demitidas e dois meses depois o programa saiu do ar".

Hoje, com 32 anos, Gabi Levinnt é influenciadora digital e microempresária, vendendo produtos para sobrancelhas.

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