Festival CoMA

Jovem Dionísio embala o festival CoMA com o hit do ano

Jovem Dionísio, banda dona de ‘Acorda, Pedrinho’, viram o sucesso chegar e fazem primeiro show em Brasília já como fenômenos nacionais

Pedro Ibarra
postado em 07/08/2022 07:00 / atualizado em 08/08/2022 11:08
 (crédito:  Sofia Romani/Divulgação)
(crédito: Sofia Romani/Divulgação)

Acorda, quadradinho! Que hoje tem festival CoMA. É nesta toada que a Jovem Dionísio sobe pela primeira vez em um palco de Brasília. A banda é atração deste domingo (7/8) do Festival CoMA, com show marcado para 16h20, no Palco Norte, um dos principais do festival.

Os meninos de Curitiba vêm de um sucesso impressionante da música Acorda, Pedrinho, que estourou na plataforma de vídeos TikTok e acabou chegando ao primeiro lugar das paradas nacionais, com números impressionantes no Spotify, onde lideraram o Top 50 Brasil. “É muito massa ver a força do TikTok e da internet no geral. Nosso contato com o TikTok antes tinha sido uma parada pequena, realmente muito pouco. Só quando aconteceu agora o Acorda, Pedrinho que a gente entendeu a magnitude”, avalia Belni, apelido de Bernardo Pasquali, vocalista da banda.

Eles estreiam na capital federal o álbum que leva o mesmo nome do maior hit da banda, música que soma mais de 19 milhões de visualizações em videoclipe no YouTube e mais 58 milhões de reproduções no Spotify, um show que estavam preparando desde antes de serem sucesso nacional. “Antes de acontecer tudo do Tik Tok, a gente já estava trabalhando bastante para montar uma turnê bacana para esse disco novo. Então, quando aconteceu o estouro todo, engrossou o caldo, mas não chegou a mudar”, conta o cantor.

A banda formada pelos amigos de escola Bernardo “Belni” Pasquali, (vocal e guitarra), Gustavo Karam (vocal e baixo), Ber Hey (teclados) e os irmãos Gabriel “Mendão” Mendes (bateria) e Rafael “Fufa” Mendes (guitarra) promete, além da música para apresentação no CoMA. “A gente faz muito mais que música nos shows. A gente dança, faz intros diferentes, conta piadas. Temos visto que a galera gosta muito disso, isso vai muito bem. O show é também é para dar risada, além de cantar”, adianta Mendão.

Show este que a banda também está usando como laboratório. “Como essa é a primeira turnê que a gente faz pelo país inteiro, é interessante entender as diferentes regiões do país, é um território gigante.Tem muitas culturas, muitos fãs diferentes. É o processo de entender que cada lugar funciona uma coisa, e que a galera responde e até canta de maneira diferente”, avalia Fufa. “Até o final do ano, nosso show vai mudar. É muito legal que o público vai ensinar para gente formas de nos expressarmos melhor para fazermos as melhores apresentações possíveis”, conclui.

O grupo está feliz de ter entrado para a line up do evento. Eles chegaram a desmarcar o show que fariam em agosto em Brasília, por ser em uma data próxima e para se dedicar ao festival. “A gente está muito animado para tocar no CoMA, muita gente muito legal e que a gente admira vai dividir o palco com a gente”, comenta o baterista da banda. “É a primeira vez que vamos tocar em Brasília, uma cidade muito histórica na música. Era um lugar no qual queríamos tocar há muito tempo”, diz. A expectativa é alta também para o público que vai receber a banda na tarde deste domingo (7/8). “Um amigo nosso que mora em Brasília falou que estamos tocando em tudo quanto é lugar por aí, então a gente acha que vai ser massa pra caramba o show”, completa Karam.

Parte boa e a ruim da fama

A banda começou a lançar singles no início da pandemia e logo emplacou bons números, principalmente devido a um remix que o Dj Vintage Culture e o duo Future Class fizeram da faixa Ponto de Exclamação. Só em março de 2022, eles divulgaram o álbum Acorda, Pedrinho. O sucesso da música título do disco se consolidou em maio e a vida dos cinco curitibanos virou de cabeça para baixo.

A banda se apresentou nos principais programas de televisão do Brasil, teve o nome anunciado em festivais do porte de Primavera Sound São Paulo e Rock in Rio e já tocou fora do país, no Rock in Rio Lisboa. Em um piscar de olhos, o grupo que abre o álbum convidando uma menina para “comer um pastel” se viu na crista de uma onda de sucesso, sob os holofotes da música brasileira. “A gente tem um discurso próprio, que toca em coisas do dia a dia, mas agora a nossa rotina está zero simples. A gente está viajando para caramba, conhecendo um monte de lugar novo e gente nova o tempo todo. Estamos tendo contato com gente que admiramos há muito tempo e descobrindo que eles também admiram a gente”, conta Belni.

Antes desconhecidos, agora precisam lidar com um mundo da fama intenso. “Esse lance da gente estar viajando o Brasil todo e até fora do Brasil, está trazendo uma vivência nova”, afirma o vocalista. “Às vezes temos que escolher entre comer e dormir”, pontua Pasquali. Ele também conta que a fama trouxe o primeiro contato com o ódio da internet. “A gente achava que Ponto de Exclamação poderia ter sido o ponto mais alto da nossa carreira em relação a hit. Acorda, Pedrinho veio mostrar que não, e que o Twitter está cheio de gente que quer xingar por qualquer coisa”, fala.

A rotina intensa e a fama é um mundo novo, mas a banda não se assusta com a realidade diferente que está vivenciando. “O que a gente está fazendo não é culpa nossa? Óbvio que é culpa nossa, a gente lançou uma música, jogou para o mundo. O que a galera quer fazer com ela é que não está mais na nossa conta”, brinca o vocal, que também lembra que todo mundo tem uma opinião sobre o sucesso. “Ninguém reclama de quem não aparece. Se uma pessoa reclama de que não aguenta mais ouvir uma música, é porque está tocando pra caramba”.

Foi sem pretensão que os cinco amigos conquistaram o Brasil. Eles queriam viver de música e agora conseguem realizar o sonho entre as pessoas que amam, mas nunca imaginaram que estariam em primeiro lugar das mais tocadas do país. “A gente pegou o primeiro lugar, porque muita gente gostou de Acorda, Pedrinho. É tão simples e tão complicado quanto parece”, diz Belni. Ainda se entendendo, eles também vão aprendendo e se tornando melhores, mas sem nunca perder o brilho no olho e a vontade de fazer que os trouxeram até aqui. “Somos pau para toda obra”, diz Ber Hey.

Ao longo do mês, o Correio fez, nos meios on-line e impresso, um passeio entre as atrações do Festival CoMA, traçando um retrato dos artistas e a relação com Brasília e o evento. Entrevistas com Remobília, Vitor Ramil, Braza, ÀTTØØXXÁ, Urias, Bala desejo e Rico Dalasam já estão disponíveis.

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