
Comemorando cinco décadas de carreira, Rosane Gofman está envolvida e apaixonada pela peça Moderninha, em curta temporada no Rio de Janeiro. No monólogo, escrito especialmente para ela pelo amigo Paulo Fontenelle, a atriz de 67 anos aborda a terceira idade de forma leve e divertida, discutindo o etarismo e a necessidade de quebrar padrões impostos às pessoas mais velhas.
"Acho muito importante falar sobre etarismo nesse momento. A peça aborda o quanto é importante encararmos esse momento entendendo o quanto temos que aproveitar a vida. Também mostra o quanto é importante quebrarmos o que nos foi imposto, no sentido de termos que nos comportar dessa ou daquela maneira porque estamos na terceira idade, ou como queiram chamar esse momento", afirmou a carioca à Revista.
No teatro, onde iniciou profissionalmente em 1981 vivendo a mãe do cantor Cazuza, quando tinha apenas 19 anos, a atriz também se dedica à peça Eu sempre soube, que aborda a relação de mães com filhos LGBTQIAPN+, reafirmando seu compromisso com temas sociais. "Fazer 50 anos de carreira, ter mantido dignamente minha família com o meu trabalho, ter feito tantas coisas bacanas, conquistado o respeito e o carinho do público é muito bom. É um momento de muita plenitude. Eu me sinto cumprindo meu papel de artista", declarou a mãe de Yuri, Cauê e Daniel. Recentemente, terminou um casamento de 30 anos e retirou um tumor no útero.
Reencontros
Paralelamente ao teatro, Rosane pode ser vista na reprise de Tieta, onde interpretou a beata Cinira, em 1989. A novela, um clássico da teledramaturgia brasileira, tem sido redescoberta pelo público, o que a emociona. "Foi com Cinira que abri as portas e mostrei a atriz que sou. Saber que as pessoas estão assistindo e amando é muito gratificante", celebra.
Outro ponto marcante de sua trajetória na TV foi Vale tudo, novela que ganhará um remake ainda este ano. Sobre a nova versão, em que viveu a secretária Consuelo, Rosane demonstra curiosidade e expectativa. "É um marco da tevê brasileira. Ocorrerão algumas mudanças, mas parece que o fio da história será mantido. Torço muito para que dê certo", aposta a atriz, que estreou em novelas com Louco amor (1983) e, logo depois, viveu a curiosa Jaluza em Corpo a corpo (1984), reprisada recentemente no Viva e disponível no Globoplay.
Irmã da também atriz Betty Gofman, Rosane é bastante reconhecida nas ruas por Tadinha, a divertida e enxerida empregada doméstica de Helena (Regina Duarte) em Por amor, de 1997 — trabalho que ela lembra com muito carinho. "Tadinha conquistou o mundo por sua simpatia e carinho pela patroa. A trama era forte e prendia muito o público. Foi daquelas novelas em que tudo dá certo. Entrosamento de elenco, direção, texto, muito agradável de fazer", resume.
O retorno de Rosane à televisão está próximo. Ela está confirmada em Eta mundo melhor, continuação da bem-sucedida Eta mundo bom (2016). A partir de junho, às 18h, ela retoma o papel de Olímpia Castelar, e aposta no sucesso da nova fase. "Tenho certeza de que o público irá gostar como gostou da primeira fase. Estamos muito felizes com essa continuação. O Walcyr (Carrasco) é um dos melhores autores que temos. Tenho certeza de que o público vai amar", ela garante, apoiada na experiência com o autor, com quem trabalhou em Chocolate com pimenta (2003), Alma gêmea (2005), Sete pecados (2007) e A dona do pedaço (2019).
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