Artista que despontou para o sucesso nacional aos 11 de idade, quando viveu seu primeiro papel na televisão em Paraíso tropical, novela de 2007 recém reprisada pela Globo, Vitor Novello cresceu e expandiu seus talentos na carreira artística. Tanto que ele, que nunca deixou de atuar, lança nesta sexta-feira (7/2), seu novo EP, Perto, com referências do pop rock e da mpb. Seu primeiro trabalho sonoro foi o álbum À beça, de 2023. A obra, que trazia uma sonoridade mais festiva, já tem mais de 65mil reproduções no Spotify, e o levou a fazer diversos shows pelo país.
Autor do livro de poemas Par ou ímpar, o rapaz, de 29 anos, segue atuando e, atualmente, participa das sessões do espetáculo Gota d´água in concert, com direção de João Fonseca, no Teatro Fashion Mall, e integra o elenco da peça O traidor, ao lado de Marco Nanini, no Teatro Nelson Rodrigues. Em breve, também poderá ser visto na série sobre Raul Seixas, no Globoplay.
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No currículo de Vitor Novello ainda constam dezenas de trabalhos na TV como em Malhação (em 2006 e 2015), as novelas Três irmãs (2008), Insensato coração (2011) e Cheias de Charme (2012), na Globo, e as produções Conselho Tutelar (2014), Milagres de Jesus (2014), Topíssima (2019), Gênesis (2020) e Reis (2023), na Record. No cinema, o artista trabalhou nos filmes Não pare na pista, O candidato honesto 2 e protagonizou, em 2023, Infinimundo — vencedor do Kikito de Melhor Filme pelo Júri popular da mostra de longas gaúchos no Festival de Gramado. A produção, aliás, recebeu o prêmio de Melhor Trilha Sonora — que inclui a canção Ideia de alguém, de sua autoria — Vitor foi indicado a Melhor Ator., no LABRFF, em Los Angeles, em 2024.
Marcio Farias/Divulgação - Vitor Novello, ator e cantor
Entrevista | Vitor Novello
Depois de lançar em 2023 seu primeiro EP, você segue investindo na música e já prepara um novo. O que podemos esperar desse novo projeto? E o que o primeiro álbum te trouxe como artista?
O primeiro álbum foi uma chegada, um início de trajetória. Sou muito feliz com o resultado do À beça e tenho muito carinho por esse projeto. Chegamos em playlists e pudemos abrir os caminhos nessa trilha da música. Agora, neste segundo momento e, depois do single Mãe, no ano passado, é um som mais íntimo, mais de perto, como o próprio nome diz. Considero um passo seguinte. Perto é como se fosse um sussurro no pé do ouvido, sabe?
Em que momento você se descobriu cantor e compositor, além de ser ator desde os 10 anos? E quando resolveu de fato acreditar nessa nova carreira? O que uma profissão agrega na outra?
A música sempre me habitou desde pequeno, aprendendo a tocar piano no colo do meu pai em casa. Mas como uma atividade profissional mesmo veio de um espetáculo que fiz, meu primeiro musical, chamado Zaquim. A Duda Maia, diretora, nos colocou pra compor e tocar ao longo de todo o processo, e inclusive acabamos vencendo o prêmio CBTIJ de teatro por "músicas originais". Essa alegria de ter vivido o Zaquim foi me dando uma confiança de que esse lado musical também poderia ter lugar no mundo. Eu não separo tanto, acho que inclusive esse lugar do teatro com música que une os dois universos me encanta muito.
Em seu histórico profissional constam trabalhos em diversos musicais no teatro. Como é poder trabalhar unindo suas duas carreiras?
Olha só, estamos conectados. Justamente esse é um tipo de trabalho que gosto muito! Fiz o Clube da Esquina também, dirigido pelo Dennis Carvalho, que tinha um elenco incrível. Foram experiências que vão me ajudando a entender essa encruzilhada entre música e teatro. Nunca vou deixar de ser ator e ele veio primeiro, mas, hoje em dia, as coisas se misturam.
Você é um artista que não se acomoda e, atualmente, também pode ser visto nos palcos cariocas em dois espetáculos. O que te atrai para aceitar trabalhos como ator depois de quase 20 anos de trajetória?
Principalmente aqueles que possam me dar a oportunidade de me conhecer mais e de desenvolver um trabalho em si. Mas, é claro, eles também precisam pagar os boletos!
E o que mais podemos esperar de Vitor Novello este ano?
Esse ano continuaremos com apresentações do Gota d'água. Tem sido uma alegria fazer o Jasão, é um desses personagens que te apresentam um universo novo. Na música podemos esperar o show do EP Perto este ano e estou com dois projetos autorais de teatro buscando viabilizá-los, mas imagino que eles ocorram no ano que vem. Escrever pra teatro é algo que me encanta também. E estarei também na série sobre Raul Seixas, que estreia este ano, no Globoplay. Faço o Plinio Seixas, irmão dele, e foi muito bom poder trocar com atores como o Julinho Andrade. Admiro bastante o trabalho dele e o carinho com que ele lida com a nossa profissão.
