A atriz Carla Marins é um nome conhecido no mundo do entretenimento brasileiro, especialmente pelo trabalho como Joyce, em História de amor, novela de Manoel Carlos que celebra 30 anos de exibição e que está em reprise nas tardes da TV Globo. "Joyce foi um marco na minha carreira, é uma das personagens mais marcantes e complexas que já fiz. E é emocionante perceber como nosso trabalho atravessa e impacta as pessoas de várias gerações", afirmou ao Correio.
Com uma carreira consolidada em teatro, televisão e cinema, a atriz se destacou pela capacidade de interpretar papéis complexos. Formada na CAL, no Rio de Janeiro, e graduada em teoria de teatro pela Unirio, Carla começou sua jornada artística em 1985 com a peça Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues.
Desde sua estreia, Carla tem trabalhado em diversas produções de teatro, televisão e cinema. Ela foi indicada ao prêmio Mambembe de atriz revelação por sua segunda peça, Calibã, e logo em seguida estreou na TV Globo em 1986, na novela Hipertensão, de Ivani Ribeiro. Desde então, ela tem participado de novelas, minisséries e especiais da TV Globo, como Bebê a bordo (1988), Pedra sobre pedra (1992), Tropicaliente (1994), A indomada (1997) e Morde e assopra (2011).
Além da TV Globo
Além de sua trabalho na TV Globo, Carla também protagonizou o sucesso Uma rosa com amor no SBT, no papel de Serafina Rosa Petrone, e deu vida à independente Adália em Gênesis, na Record. "São emissoras que trabalham a dramaturgia para um público muito específico; o SBT, o infantil e a Record, o religioso, e ambas realizam obras de qualidade que agradam muito a sua audiência", observou.
No cinema, ela venceu como melhor atriz no Brazilian Film Festival of Toronto, no Canadá, com o filme Subsolo, e foi premiada como melhor atriz no Festival SESC de Melhores Filmes e no Festival de Cinema dos Sertões com o filme Jogo de xadrez.
Maternidade
Aos 40 anos, Carla descobriu a maternidade e se tornou mãe do Leon, hoje com 16 anos. Essa experiência a trouxe autoconhecimento e uma conexão mais profunda com ela mesma. "A maternidade também me trouxe uma conexão visceral comigo mesma, com meu lado fêmea, leoa, mas também com a menina que fui e com minha mãe. Um espiral de amor que me fortaleceu e renovou como mulher e ser humano é se refletirá no meu trabalho", relatou.
Agora, aos 56 anos, ela reflete sobre a mulher pós 50 e afirma que essa fase é um momento de recomeço e autoconhecimento. "É uma década muito interessante, essa dos 50, de avaliar o caminho percorrido e traçar novos desafios. É o momento de olhar pra dentro, de questionar quem somos, o que queremos e o que realmente importa", afirmou Carla.
Com uma vida de arte e autenticidade, Carla Marins continua a trabalhar e a se desenvolver como artista e como pessoa. Ela está atualmente trabalhando para viver com autenticidade e potência as próximas décadas que virão. Com sua trajetória de sucesso e sua busca por autoconhecimento, Carla é um exemplo de como a vida pode ser vivida com propósito e conexão com algo mais profundo.
Globo/Divulgação - Carla Marins e Angelo Paes Leme em "História de amor"
Entrevista |Carla Marins
Com uma carreira consolidada em teatro, televisão e cinema, como você avalia sua trajetória artística até agora?
Vida e arte se fundem nesta trajetória. Vivi as primeiras décadas, dos vinte aos quarenta, a minha fase mais produtiva. Aos 40 me tornei mãe e foi a fase reprodutiva, rs. Criei filho, criei família, fiz faculdade, me desenvolvi e amadureci como mulher e artista. Hoje me sinto inteira e potente como mulher e profissional e pronta pra enfrentar novos desafios.
Você estreou no teatro em 1985 com a peça Valsa nº 6, de Nelson Rodrigues, e foi indicada ao prêmio Mambembe de atriz revelação por sua segunda peça, Calibã. Como foi receber essa indicação e como isso afetou sua carreira?
Descobri que gostava de atuar ainda nas aulas de teatro da escola e estreei profissionalmente aos 15 anos. Receber a indicação aos 17 foi um indício do caminho a ser percorrido. Desisti de cursar faculdade de Jornalismo e me matriculei em Artes Cênicas. Logo depois, ainda com 17, estreiei na novela Hipertensão como Carola na TV Globo.
Foram diversas novelas e minisséries da TV Globo, incluindo História de amor, onde interpretou Joyce, um dos papéis mais marcantes em sua carreira. Como foi trabalhar nessa novela e como você se sente sobre a repercussão do seu trabalho agora, 30 anos depois?
Joyce foi um marco na minha carreira, é uma das personagens mais marcantes e complexas que já fiz. E é emocionante perceber como nosso trabalho atravessa e impacta as pessoas de várias gerações. E alegria foi fazer a novela, só tenho memórias boas, trabalhávamos muito, havia sempre muito texto, com cenas longas e difíceis e uma direção detalhista de Ricardo Waddignton.
Você também trabalhou em outras emissoras, como o SBT e a Record. Como foi a experiência de trabalhar em diferentes emissoras e como você avalia as diferenças entre elas?
Apesar de ter construído minha carreira na televisão na Rede Globo, tive duas experiências artísticas maravilhosas tanto no SBT como na Record. São emissoras que trabalham a dramaturgia para um público muito específico; o SBT, o infantil e a Record, o religioso, e ambas realizam obras de qualidade que agradam muito a sua audiência.
Carla Marins é uma atriz que se destaca por sua versatilidade e capacidade de interpretar papéis complexos. Como você se prepara para um papel e como você se conecta com os personagens que interpreta?
O processo criativo muda de acordo com cada trabalho. Mas não julgar e entender as motivações são sempre a melhor maneira de começar a abordar o personagem. Estudar o contexto histórico e social e perceber como o personagem interage e é afetado por ele também é um caminho. Na televisão é preciso entender que a obra é do público e estar aberta à sua interferência faz parte do jogo e eu particularmente adoro!
Como foi a experiência de ser mãe aos 40 e como isso influenciou sua carreira?
A maternidade me trouxe auto-conhecimento, auto-regulação e um sentimento de pertencimento com o mundo que me cerca. Ao me doar na maternidade entendi que a lógica da vida é partilhar aquilo se é, ninguém ou nada neste mundo nasce para si, nós nascemos para o outro. A maternidade também me trouxe uma conexão visceral comigo mesma, com meu lado fêmea, leoa, mas também com a menina que fui e com minha mãe. Um espiral de amor que me fortaleceu e renovou como mulher e ser humano é se refletirá no meu trabalho.
Você recentemente refletiu sobre a mulher pós 50 e como essa fase da vida pode ser um momento de recomeço e autoconhecimento. Como você se sente sobre essa fase da vida e como você está trabalhando para viver com autenticidade e potência?
Quando entrei na década dos 50 iniciei um período de profunda transformação e me voltei para o meu interior, questionando as metas e valores anteriores. Percebi em mim uma mudança de foco, passando de metas externas (carreira, status, família) para uma busca interna por sentido e autoconhecimento.
Tem algum conselho para as mulheres que estão passando por essa fase da vida e que estão buscando se autoconhecer e se redescobrir?
O percurso é sempre único mas posso compartilhar o que funcionou pra mim. O início do processo foi com a meditação guiada do Dr Joe Dispenza e depois terapia, onde se deu uma integração do consciente e inconsciente até me tornar um "todo", com um maior senso de autenticidade e propósito.
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