O ator e autor Gabriel Contente, conhecido do público por seus personagens marcantes em novelas da TV Globo como Malhação: Vidas brasileiras, Bom sucesso e Vai na fé, vive um momento de intensa criação artística, marcado por dois projetos muito pessoais: a estreia de um musical autoral e a finalização de seu primeiro filme como diretor, uma homenagem à sua mãe, falecida recentemente.
Formado em Artes Cênicas pela UniRio e pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras), Contente acumula experiência no cinema (Intimidade entre estranhos e Um ano inesquecível – Primavera) e no teatro, onde também atua como dramaturgo. Atualmente, integra o elenco da peça O legado, da Cia de Teatro Íntimo, que celebra 20 anos e terá nova temporada em dezembro no Planetário.
Shakespeare com samba e crítica
No horizonte do artista, brilha o projeto do musical Shakespeare, uma paródia tropical. Com texto original de Contente e direção de João Fonseca, o espetáculo promete ser uma celebração irreverente e tipicamente brasileira da obra do Bardo.
“É uma relação antropofágica com a obra de Shakespeare. Com músicas autorais de ritmos brasileiros, parodiamos a obra do bardo com muita comédia, crítica e homenagens”, explica Gabriel. “Esse projeto é muito importante pra mim, por conta da minha relação com a obra desse autor e a cultura nacional que a invade nessa antropofagia tropical.”
A montagem, que está em fase de preparação, devora as peças clássicas para recriá-las em clave de comédia pastelão, prometendo uma fusão ousada entre a dramaturgia inglesa e a irreverência musical do Brasil.
Cinema como tributo
Paralelamente ao musical, Gabriel Contente finaliza a produção de seu primeiro filme, Aqui comem os pombos, um trabalho profundamente emotivo que nasceu como uma homenagem à sua mãe, Maria Cecília Lira Contente. Ela faleceu em junho de 2025, após passar cinco anos em estado vegetativo devido a uma demência frontotemporal, doença degenerativa que afeta funções cerebrais relacionadas à personalidade, comportamento e linguagem.
O título e a inspiração do filme surgiram em um momento de introspecção e busca criativa. “Buscando inspiração para escrever, fui até à Praia do Leme, muito frequentada por nós dois, onde nos conectávamos à natureza”, relembra o artista. Foi ali, observando as marcas das ondas e a aproximação de um pombo solitário e machucado, que a história começou a tomar forma. “Lembro de olhar no fundo daquele olhinho e reconhecer a solidão. Respirei fundo com a certeza de que, quando chegasse em casa, o roteiro se desenharia”.
O roteiro original foi escrito por Gabriel, que também assina a direção, ao lado de Brunna Diacoyannis, e integra o elenco. A produção conta ainda com a participação especial de Letícia Cannavale, sua primeira professora de teatro e colega na Cia de Teatro Íntimo, fechando um ciclo afetivo e profissional.
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