
Crítica // Queens of the dead ★★
Um filme em nada cerebral, até porque vários dos personagens já tiveram a mentalidade consumida por violentos e letárgicos ataques, no meio da rua. Alguns dos atos violentos se passam nas imediações de um galpão badalado, uma vez que abriga disputada pista de dança nova iorquina. É nesta tonalidade de um terror cômico que transcorre a narrativa do longa-metragem assinado por Tina Romero, ninguém menos do que a filha do mestre do terror George Romero, para sempre lembrado pelo clássico A noite dos mortos-vivos (1968).
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Muito da ação se passa na pista dominada pela presença de Ginsey (Nina West, de RuPal´s Drag Race), num gueto entrincheirado no Brooklyn. No roteiro de Erin Judge e da própria Tina, há espaço para um apocalipse explosivo, mas igualmente para um excesso de personagens, muitos deles sem a menor relevância.
A personagem de Katy O'Brian, Drei, é quem administra a casa de clubbers na qual, no passado, Sam (Jaquel Spivey) perdeu toda e qualquer confiança em se apresentar. Algo desprendido do universo retratado, Barry (Quincy Dunn-Baker, de Que horas eu te pego?) serve como uma testemunha (tal qual um espectador desavisado) de episódios espalhafatosos e sem muito sentido. Nas performances quem chama a atenção é Margret Cho (na pele da ciumenta lésbica Pops) e Jax (Samora la Perdida), uma dançarina às vias de ser presa pelo grupo. Tina Romero, aparentemente, beneficia iniciados (as primeiras imagens são muito engraçadas), nesta jornada cada vez mais nonsense.
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