
Crítica // Casamento sangrento: a viúva ★★★
Passados seis anos desde o fenômeno do terror implantado pela dupla de cineastas Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, a máxima "resistir ao casamento" ganha nova dimensão, com as personagens de Samara Weaving e Kathryn Newton, as irmãs Grace e Faith. Depois de se meter com um bando de perturbados, denominados "gente incestuosa", Grace, uma fumante inveterada, se vê perdida diante de enorme incêndio, enquanto espera a chegada da polícia. No primeiro filme, houve registro de ritual bizarro, uma caçada humana, e Grace foi apunhalada pelo marido.
Ex-noiva de Alex (o prometido que colocou Grace no centro da desordem), Francesca (Maia Jae) entrará, em dado momento, na trama. Titus (Shawn Hatosy, da série The Pitt) e Ursula (Sarah Michelle Gellar), irmãos, e filhos do poderoso Danforth, lideram um filme em que não existem "bons e vilões", "só existe o sistema", como ressalta Ursula. Donos da companhia telefônica e com a polícia ao dispôr, os irmãos lideram um rastro de sangue na perseguição a Grace, que, num jogo, deve sobreviver até o amanhecer, entre sucessivos rituais.
Entre o psicológico e o físico, o terror move a incessante ação do filme em que, acorrentadas, as moças são largadas na floresta, sujeitas a tiroteios, ação de espadachins, spray de pimenta e explosões de seres humanos. Antes é um advogado (Elijah Wood) quem destrinça regras, a ação do sangrento conselho reunido por uma medonha organização, que tem estatuto instituído e traz a saudação: "Viva, Satã!". Tradicional artefato, um anel vai estabelecer detentores de poder. Grace, no filme, segue querendo ver o "parquinho pegar fogo". Entre cabras, rituais e vilões que sequer sabem manejar a bazuca que carregam, Grace e Faith protagonizarão momentos inesquecíveis, como o da colocação de Viraj (Nadeem Umar-Khitab) numa máquina de lavar industrial e uma triste festa movida ao som de Bonnie Tyler.
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