CINEMA

Filme revela conspiração por trás das mortes de JK, Jango e Lacerda

Na tela do filme, orçado em R$ 7 milhões, estão personagens de Mel Lisboa, Dan Stulbach, Maria Manoella e ZéCarlos Machado

"Jogar informações para baixo do tapete" foi uma meta ampla, quando as mortes de três líderes do Brasil, João Goulart (em dezembro de 1976), Juscelino Kubitschek (em agosto) e Carlos Lacerda (em 1977), se agruparam, em menos de nove meses, como opina o cineasta André Sturm, às vésperas do lançamento de A conspiração Condor, que tem pré-estreia hoje, às 19h30, no Cine Cultura do Liberty Mall (SCN). Na tela do filme, orçado em R$ 7 milhões, estão personagens de Mel Lisboa, Dan Stulbach, Maria Manoella e ZéCarlos Machado.

"Duas das mortes foram oficialmente consideradas acidentes, e a outra, morte natural, mesmo existindo diversas evidências na direção contrária. Hoje, com inteligência artificial e tantas outras possibilidades, além do uso, infelizmente, da informação de maneira enviesada, acho que o filme ganha atualidade, numa era em que se torce a verdade", comenta Sturm.

Silvana (Mel Lisboa) é uma das jornalistas da ficção que participa do velório de JK. Por meio de efeitos visuais, imagens históricas, em Brasília (feitas pelas tevês Globo e Cultura), saltam na tela; tudo "no calor dos acontecimentos". A situação atual do país pode colaborar na geração de interesse pelo longa, que tem roteiro coassinado por Victor Bonini.

"Hoje, a gente vê uma fragmentação cada vez maior das forças políticas e um ódio permanente. E as pessoas não compreendem que a política é feita de adversários, mas não de inimigos", alerta o diretor. Em parte, repercute na fala a lembrança de fato histórico: a origem da Frente Ampla, quando Lacerda procurou os adversários (Juscelino e Jango), para uma união a favor da volta da democracia.

"Acho admirável a compreensão de que quando a gente tem um adversário maior (a ditadura, no caso), haja união para enfrentamento deste adversário maior", reforça Sturm. Uma curiosidade do longa: Brasília está na tela com imagens de arquivo. "Usamos imagens feitas na época do velório do presidente JK. Então, há a chegada no aeroporto, depois, imagens também da Catedral, onde o corpo foi velado, e ainda aparecem imagens da área externa", adianta o realizador.

 


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