Cinema

Cypher Atlântica: documentário une rappers do Brasil e de Moçambique

Com 30 anos de carreira, a rapper brasiliense Cleo Street cria ponte transatlântica para impulsionar mulheres no rap

A rapper Cleo Street lidera movimento que une o rap produzido no DF às batidas pulsantes de Maputo, em Moçambique -  (crédito: Reprodução Instagram)
A rapper Cleo Street lidera movimento que une o rap produzido no DF às batidas pulsantes de Maputo, em Moçambique - (crédito: Reprodução Instagram)

O hip hop sempre foi sobre voz e território, mas para Cleo Street, veterana do movimento no Distrito Federal, as fronteiras nacionais ficaram pequenas. Com quase três décadas de estrada, a rapper e produtora transformou sua própria experiência de luta no início da carreira em um degrau para novas gerações. Hoje, ela lidera um movimento que une o rap produzido no DF às batidas pulsantes de Maputo, em Moçambique. É essa experiência que vai se tornar o documentário Cypher Atlântica

Com o desejo de facilitar o caminho para quem está começando, Cleo fundou um coletivo voltado a dar visibilidade a artistas independentes, evitando que novos talentos enfrentassem as mesmas barreiras que ela encontrou nos anos 1990.

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Essa rede de apoio cruzou o oceano em 2023, quando Cleo levou o projeto Coletivo Hip Hop da Capital para o Festival Independente de Rap Maputo, evento organizado por ela em solo moçambicano. O intercâmbio foi tão profundo que o grupo se tornou oficialmente transatlântico com a integração da rapper moçambicana Aira.

Em 2025, Cleo retornou a Moçambique para a realização do Festival Hip Hop Mulher, uma parceria com o produtor local Ernesto Muianga. O evento contou com a participação do grupo Cypher ELAS, formado por rappers brasileiras e moçambicanas, focando no fortalecimento do empreendedorismo feminino e no combate à violência doméstica — temas que Cleo já vem documentando desde 2023 para se tornar um documentário. 

Cleo conta que nem tudo foi fácil durante as gravações do documentário: problemas logísticos impediram que a equipe de filmagem embarcasse para a África. “Não deu para filmar no momento da viagem pois tive problemas com o câmera, que não pode embarcar. Mas quando voltei, fiz a parte daqui e um amigo produtor ficou fazendo as gravações de lá. Já estamos em fase de montagem”, explica. 

O Cypher Atlântica promete ser um registro histórico da força feminina no rap e, se depender de Cleo, vai participar do festival de cinema de Brasília

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postado em 30/03/2026 17:20
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