Badalados e sem menor sossego, em exposições públicas, desde 2008, Kristen Stewart e Robert Pattinson, dupla que antes atendia por "o casal de Crepúsculo", definitivamente, mudaram, mas os holofotes seguem encantados pelas antigas celebridades, hoje em dia, profissionais de alto gabarito . "É tão louco, o impacto cultural que a saga Crepúsculo teve. Eu não entendo, mas parece que de repente brotou um ressurgimento daquilo. É engraçado: e ainda tem gente que continua brava com eles e tal, como se estivessem em 2008. É muito estranho, mas incrível. Eu simplesmente não fazia ideia de que isso aconteceria (17 anos depois). É muito legal", comentou em recente entrevista a GQ, o intérprete do vampiro Edward Cullen que, a exemplo de Kristen, desdobra o calendário de 2026 como uma extensa jornada.
Foi, dia desses, no famoso programa de tevê comandado por Jimmy Kimmel que Pattinson, às portas de se tornar quarentão, ratificou a notável compulsão por mentir em entrevistas. Empilhando lorotas como a de ter no armário mais de 1000 ternos, Pattinson guarda a genuína veracidade, ao tratar dos novos caminhos impostos com a chegada da filha dele e da cantora Suki Waterhouse, hoje, com dois anos recém-completados. "Eu não era o maior fã de crianças antes. Eu não me importava com elas. Eu as tolerava (gargalhadas). Mas é a coisa mais divertida. Acho absolutamente maravilhoso", disse à imprensa internacional.
Com a paternidade; a cavalo, veio uma "energia insana". Ao imediatismo e à capacidade de tarefas paralelas, o ator inglês ressalta a incapacidade de mudar: "Vou continuar sendo da Geração Z e pronto". Altamente demandado até novembro de 2026, o ator transparece a euforia aliada ao compromisso da parceria, quase em début, com a marca Dior Homme. "Eu me visto de um jeito tão sem graça, mas o desejo de ser extravagante fica cada vez mais forte dentro de mim", já confessou, pouco afeito a se escravizar por estilo. Capa da revista Interview (fundada por Andy Warhol e John Wilcock) de março, ao lado da estrela Zendaya, o astro posou, em amalucado ensaio fotográfico, sob caráter andrógino e travestido.
Vira e mexe, Robert não se conforma com os comentários de que seja "magro demais" para interpretar o Batman, vivido em 2022, e, cuja sequência ("ousada"), engatilhada para chegar aos cinemas em outubro de 2027, está entre sucessivos projetos emendados. "E eu fico pensando o tempo todo: 'Preciso ter ainda o corpo de modelo!'", divertiu-se, em entrevista nos Estados Unidos.
Junto com a transformação do cheiro, "particular e marcante" de giz de cera que, bizarramente, sentia em si, há alguns anos, Pattinson viu a carreira avolumar em variedade de títulos: Bom comportamento (2017), High life: Uma nova vida (2018), O farol (2019), Tenet e O diabo de cada dia (ambos de 2020) e Mickey-17 (2025, feito com o vencedor do Oscar Bong Joon Ho). Com produção de Ari Aster (de Hereditários), Primetime, filmado por Lance Oppenheim, no ano passado, traz outro papel forte para Pattinson, que dá vida a um repórter que revolve o mundo do crime, fim de impulsionar audiências.
Numa escalada sem limites, Pattinson esteve ao lado de Jennifer Lawrence, com a exibição Morra, amor (em fins de novembro de 2025), exuberante em cenas de sexo, e, daqui para frente, terá dois parceiros de peso em produções de cinema: Zendaya e Timothée Chalamet (com quem estrelou O rei, em 2019, de David Michôd). Indissociável à figura de Zendaya, com quem estrela O drama (que chega aos cinemas na quinta), o romântico Charlie (Pattinson) entra em dilema monstruoso: "Do ponto de vista de Charlie, Emma (Zendaya) é esse arquétipo de perfeição. Ele não consegue imaginar que ela possa fazer algo errado", defendeu, em divulgação do filme. Isso muda, abruptamente, no tenso filme assinado por Kristoffer Borgli.
Promessa de um novo clássico assinado por Denis Villeneuve, Duna: Parte 3 baterá na tela em dezembro, com Zendaya, Chalamet e Robert Pattinson interagindo, respectivamente, como Chani, Paul Atreides e Scytale, o adversário na trama, que obrigou à pesada caracterização: desprovido de sobrancelhas, ainda mais pálido e dono de cabeleira loura esbranquiçada. Sob burburinho desde já explosivo, Pattinson estará, em meados do ano, à frente de A Odisseia, assinado pelo incensado Christopher Nolan, e que conta com Tom Holland, Matt Damon, Anne Hathaway e Zendaya, na adaptação do épico grego de autoria de Homero (e texto estimado para o século 8 a.C.). Impedido de falar do filme, o astro se limitou ao "spoiler" da misteriosa visão de uma ovelha: "Foi uma experiência inacreditável".
Parceira de Wagner Moura
Nem time Edward, e muito menos time Jacob: o jogral de escolha feito entre fãs de Crepúsculo, para dizer da preferência por quem deveria ficar com Bella, papel de Kristen Stewart, nada diz da atriz, na vida real, que chegou a namorar Robert Pattinson. Com casamento de um ano, realizado em domingo de Páscoa, a atriz firmou a relação que se estende por sete anos com a também atriz Dylan Meyer, justamente quem a dirigirá em As garotas erradas, sobre telepatia e drogas, e que contará com astros do cacife de LaKeith Stanfield e Seth Rogen.
Às vésperas de completar 35 anos, Kristen levantou a moral dos fãs brasileiros, uma vez que, como produtora e atriz, estará ao lado do indicado ao Oscar Wagner Moura (e de Elizabeth Olsen), em Flesh of the gods, a ser conduzido por Panos Cosmatos (diretor de origem ítalo-grega, que tomou parte da série O Gabinete de Curiosidades de Guillermo Del Toro).
No filme de produção da A24 e que já garantida distribuição pela Diamond, Wagner faz o papel de Raoul, parceiro noturno de Alex (Stewart) em adrenalizadas noitadas pela Los Angeles dos anos de 1980 habitada, entre outros, por vampiros. O roteiro do longa será de Andrew Kevin Walker (Seven — Os sete crimes capitais). Outro projeto da atriz, já em andamento, é o longa Full Phil, em que dividirá a cena com Woody Harrelson, em fita do francês Quentin Dupieux, o mesmo do celebrado (produto trash) Rubber, o pneu assassino (2010).
Depois de recolhida em filmes de arte independentes, e de ter servido de intérprete em filmes de gigantes da sétima arte, entre os quais David Cronenberg (Crimes do futuro, em 2022), Woody Allen (Café Society, em 2016), Walter Salles (Na estrada, 2012) e Olivier Assayas (Personal Shopper, de 2016), Kristen agitou a legião de fãs das adaptações para cinema dos escritos de Stephenie Meyer, ao acenar com a possibilidade de dirigir remake da famosa série dos vampiros.
No meio artístico, pelo que confirmou uma declaração da atriz Thora Birch, a eterna Bella crava admiração dos colegas: "São tempos diferentes, gerações diferentes, mas a maneira como Kristen lidou com a fama precoce me fez pensar: nossa, que elegância! Ela arrasou, porque manteve sua individualidade e seu ponto de vista, o que pode ser muito difícil de equilibrar".
Contra até mesmo o inicial desencorajamento do produtor francês, e amigo, Charles Gillibert, Kristen Stewart teve o visceral e profundo voo como diretora estreante perfeito, com a estreia de A cronologia da água prestigiada em Cannes de 2025, dentro da mostra Um Certo Olhar. Acalentado oito anos, a produção — em cartaz na capital — traz a dolorosa verdade de um cotidiano abafado pela escritora Lidia Yuknavitch, em que pesam temas indigestos, além de memórias e impressões cicatrizadas.
Dona de sabida pontuação experimental, a diretora Kristen Stewart foi assertiva, ao reforçar: "O (meu) filme deve ser devorado vivo, remetabolizado e excretado de forma diferente, a partir de cada um", alertou a moça, defendendo a retirada de uma mordaça de expressão, na imprensa internacional.
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