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Nova série documental do Globoplay revisita caso do Pico dos Marins

Pico dos Marins revisita o desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio. O caso estampou jornais de todo o Brasil em 1985

Nova série documental do Globoplay, Pico dos Marins: O caso do escoteiro Marco Aurélio revisita um dos desaparecimentos mais emblemáticos e misteriosos do país. A história que estampou os jornais em junho de 1985, voltou a ganhar projeção em 2022, com o podcast de mesmo nome que ultrapassou a marca de 1 milhão de reproduções. Agora em formato audiovisual, a trama baseada em fatos reais não acompanha apenas a reconstrução dos fatos, como também o impacto prolongado do desaparecimento na vida da família do adolescente por meio de imagens inéditas e registros do local.

Em 8 de junho de 1985, Marco Aurélio Bezerra Bosaja Simon, 15 anos, subiu o Pico dos Marins, na cidade de Piquete, interior de São Paulo, com um grupo de escoteiros. Durante a trilha, um dos integrantes se machucou e o jovem se ofereceu para descer sozinho em busca de ajuda. Desde então, ele nunca mais foi visto. Equipes de resgate, voluntários e moradores da região se mobilizaram por dias em busca do adolescente, mas nenhum vestígio concreto foi encontrado.

O ator Guilherme Rodio, que interpreta o Juan, líder do grupo escoteiro, revelou como recebeu a série em primeiro momento. “Uma história de desaparecimento é sempre muito dramática, porque deixa os envolvidos em uma espécie de suspensão, de compasso de espera de uma resolução que é comovente. Eu fiquei muito mexido quando ouvi o podcast e, principalmente, quando conheci a família. Senti a importância de contar essa história”, declarou.

Um dos elementos centrais da série é justamente o pai de Marco, Ivo Simon, 88 anos, que manteve ao longo de décadas uma rotina de buscas, contatos e tentativas de reabrir investigações. A busca por respostas ainda se faz presente 41 anos depois do desaparecimento, alimentada por novas pistas, relatos e, mais recentemente, por iniciativas como escavações e revisões investigativas acompanhadas pela produção.

Para Guilherme, a busca incessante por respostas até hoje é um dos motivos pelo qual o caso é considerado único. “São muitas hipóteses que colocam o espectador dentro de um labirinto de versões que nos deixa desorientados e extremamente empáticos com a dor da família, que ainda busca uma resposta”, destaca o ator.

O responsável pelo papel de Juan ainda ressalta o papel social da produção. “A série busca contar a história e apresentar as hipóteses mais debatidas, para que quem sabe, depois de 40 anos, alguém resolva se manifestar com alguma informação ou que algum fato novo venha à tona. Nosso desejo é que essa movimentação leve à polícia novas descobertas e a uma conclusão sobre o caso, trazendo algum tipo de conforto para a família Simon depois de tanto tempo”, torce Guilherme.

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