
Embora os nomes sejam parecidos e ambos olhem para o céu, astronomia e astrologia são áreas completamente distintas. Enquanto a primeira é uma ciência dedicada a estudar os corpos celestes, como estrelas e planetas, a segunda é um sistema de crenças que busca interpretar a influência desses astros na vida humana. A confusão entre as duas é comum, mas a ciência tem uma posição clara sobre o assunto.
A astronomia utiliza o método científico, baseado em observação, matemática e física, para entender o universo. Os astrônomos estudam a origem, a composição e o movimento dos astros. Para eles, planetas como Júpiter ou Saturno são corpos gigantes de gás e rocha, cuja principal influência sobre nós é a gravidade, uma força que, pela distância, se torna insignificante em nosso dia a dia.
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As constelações, que para a astrologia definem os signos, são vistas pela astronomia como agrupamentos aparentes de estrelas. Elas parecem próximas no céu noturno, mas, na realidade, podem estar a trilhões de quilômetros umas das outras. São apenas padrões que os antigos criaram para mapear o céu, sem qualquer conexão física real entre si.
Por que a astrologia não é ciência?
A comunidade científica não reconhece a astrologia por uma série de motivos. O principal deles é a falta de um mecanismo físico que explique como planetas a milhões de quilômetros de distância poderiam moldar a personalidade ou o destino de alguém. A força gravitacional que um planeta exerce sobre um recém-nascido, por exemplo, é muito menor do que a da própria mãe ou do hospital onde o parto ocorre.
Outro ponto crucial é a precessão dos equinócios. Trata-se de um lento movimento de oscilação do eixo da Terra que, ao longo de séculos, alterou a posição aparente das constelações no céu. Isso significa que as datas associadas aos signos, definidas há mais de dois mil anos, já não correspondem exatamente às constelações que o Sol atravessa nesses períodos.
Alguém que nasceu em determinada data pode se identificar com um signo do zodíaco, mas o Sol pode ter estado em uma constelação diferente no céu naquele momento. A astrologia ocidental moderna, no entanto, utiliza o chamado zodíaco tropical, baseado nos equinócios e solstícios, e não nas constelações propriamente ditas. Do ponto de vista astronômico, há ainda a questão de que a trajetória do Sol cruza 13 constelações, incluindo Ofiúco (ou Serpentário), que não faz parte do zodíaco astrológico tradicional de 12 signos.
Diversos estudos controlados e testes cegos foram realizados ao longo das décadas para verificar a validade das previsões astrológicas. Os resultados, de forma consistente, mostram que a taxa de acerto dos astrólogos não é superior à do acaso. Por esses motivos, a astronomia classifica a astrologia como uma pseudociência, um sistema de crenças que, apesar de usar uma linguagem astronômica, não possui base em evidências científicas.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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