
Neste sábado (1º/8), a Avenida Contorno do Guará II se transforma em galeria e palco a céu aberto. Das 16h às 21h, entre as QEs 13 e 21, o asfalto da décima região administrativa do DF cede espaço para jazz, blues, viola caipira, esculturas, artesanato e debates. A 2ª edição do Festival do Guará chega com 24 atrações gratuitas de diferentes gêneros musicais e uma feira de artesanato que destaca a produção criativa da região, com peças e criações de artistas locais.
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Segundo Rafael Souza, idealizador do festival, o evento reflete o desejo de valorizar os talentos da cidade. "O Festival do Guará nasceu da necessidade de criar palco para os artistas locais. O calçadão cultural é a principal vitrine desta edição, porque nosso desafio sempre foi colocar o máximo de atrações possível, nas mais diferentes linguagens", explica. "No fim de tarde, a luz sobre as árvores cria um cenário mágico, onde a pista movimentada contrasta com o bucolismo das pessoas caminhando sob as árvores e as casas baixas do Guará ao fundo". A proposta ultrapassa o estilo convencional de festival com palco fixo e público estático, com nove pontos de apresentação instalados pelo percurso.
A trilha sonora do dia é plural e sem hierarquia. O Duo Smart Jazz, formado por Yara e Alberto Gambirasio, divide o calçadão com a viola caipira de Claudivan Santiago, o blues visceral de Thaise Mandalla e o Arrasta Pé Existencial do músico Hamilton Oliveira. Entre outros destaques, estão a guitarrista e compositora Marlene Souza Lima, referência da música instrumental brasiliense, e Fábio dos Santos, criador da Banda Patacorí, que propõe um diálogo entre o samba e as tradições afro-brasileiras. "São 24 artistas de várias linguagens, e todos recebem o mesmo cachê. Não há nenhuma grande estrutura, não vamos interromper o calçadão e nem alterar a rotina de quem passa por ali", destaca o idealizador.
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Quem prefere ver em vez de ouvir também tem muito o que encontrar pelo percurso. As esculturas de sucata do artista Zakeu Vitor, já símbolos visuais da cidade, e cartões-postais do Guará, ocupam o espaço entre o público e se tornam parte viva da paisagem urbana. Além disso, os debates sobre economia criativa, governança popular e participação cidadã abrem uma oportunidade para pensar sobre o futuro da comunidade. Para Souza, a intenção é fortalecer o sentimento de pertencimento local. "O Guará é um celeiro cultural no DF. O que queremos mesmo é mostrar a nossa arte para nossos vizinhos. É tirar a arte feita dentro das casas e colocá-la na rua, sob as árvores, para reafirmar quão rica é nossa produção", afirma.
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Para guiar o público entre as atrações, o aplicativo Explora Guará transforma a caminhada em jogo. Com um mapa interativo na palma da mão, os visitantes acompanham a programação, cumprem missões e concorrem a prêmios.
Calçadão Cultural — 2ª edição do Festival do Guará
Neste sábado (1º/8), das 16h às 21h, na Avenida Contorno do Guará II (entre as QEs 13 e 21). Entrada gratuita.
*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco
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