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Irmandade acirrada pelo cinema: mostra chilena no Cine Brasília é grátis

Aproximação entre Brasil e Chile, por meio do cinema, redimensiona mostra de produtora internacional, em destaque no Cine Brasília

Na sequência da exibição no Centro Cultural São Paulo, a Mostra Brashi, que reúne oito longas-metragens exibidos com entrada franca, chega à capital, no Cine Brasília (EQS 106/107). Idealizada pela Lenerh Filmes, com respaldo de entidades como a Cineteca Nacional do Chile, a programação tem por objetivo fortalecer a integração do Brasil com a cinematografia chilena, especialmente depois da assinatura, em 2025, do Acordo de Coprodução Audiovisual e do Memorando de Entretenimento entre Brasil e Chile. Nesta terça (11/8), às 20h, o embaixador chileno Issa Kort prestigia o evento ao lado de Pedro Lenerh, representante da produtora que guarda compromisso com a produção de cinema, televisão, música e, ainda, conteúdo para streaming.

Às 20h30, será projetado O hussardo da morte, clássico de 1925 assinado por Pedro Sienna, que supervisionou uma restauração, a partir de 1959, quando o longa ainda era dado como perdido. O título celebra um hussardo notável, da ala de militares da ágil cavalaria do século 19. Morto em 1818, o líder guerrilheiro Manuel Rodríguez foi expoente do período da Reconquista, que, num histórico, insuflou movimento a favor de maior peso para a independência chilena e seus patriotas.

Na quarta (12/8), às 20h, com piadas e números musicais injetados no mundo escapista e dramático do clássico O grande circo Chamorro, de José Borh, revela a produção de 1955. No longa, Euríspedes Chamorro, um artista de todas as esferas dentro de um circo, é interpretado por Eugênio Retes, ícone entre os anos 1930 e 1950. No longa, o filho criado para ser médico descamba para a vida noturna da capital.

Na quinta-feira (13/8), haverá duas sessões, uma às 18h30 e outra às 20h30. Na primeira, um filme de 1969, O chacal de Nahueltoro, se agarra no espírito investigativo do cinema do renomado Miguel Líttin, que, durante a ditadura, buscou exílio no México e foi celebrado por A terra prometida (1973), uma história da cultura da politicagem na América Latina. O segundo filme da noite será Denominação de origem, assinado por Tomás Alsamora Muñoz.

A ditadura de Pinochet volta a ser tema na programação do dia 15, quando, será mostrado Corpo Celeste, de Nayra Ilic García, vencedor de menção especial do júri no Festival de Tribeca (Estados Unidos). A trama mostra o colapso de uma família e a relação de uma jovem com um raro eclipse solar. Antes, na sexta-feira, às 20h, o premiado Sebastián Lélio, que, em 2018, conquistou Oscar de melhor filme internacional com Uma mulher fantástica, desponta, pela assinatura de A onda, que contou com as roteiristas Manuela Infante, Josefina Fernández e Paloma Salas, para alinhavar um enredo que toca o movimento #MeToo e a vida da fictícia Julia (Daniela López), atordoada por um indício de abuso dentro da faculdade depois de encontro com um aluno. O longa foi criado na esteira do Maio Feminista de 2018.

 

 

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