CINEMA

Domingo no Festival de Brasília destaca produções do Goiás e DF

Neste domingo (13/9), foi exibido o filme ‘Pequenas tragédias’ de Daniel Nolasco e o curta ‘Gastronomia do olho’ de Nicolau

O ator Lucas Drummond (esquerda) e o diretor Daniel Nolasco: domingo de muito cinema na capital -  (crédito: Ricardo Daehn/CB D.A Press)
O ator Lucas Drummond (esquerda) e o diretor Daniel Nolasco: domingo de muito cinema na capital - (crédito: Ricardo Daehn/CB D.A Press)

O Cine Brasília, um dos principais cinemas de rua do país, abre as portas na noite de domingo (13/9) para a terceira rodada do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. A grade da Mostra Competitiva Nacional reúne o longa-metragem híbrido Pequenas tragédias, dirigido por Daniel Nolasco, e o curta experimental Gastronomia do olho, do cineasta Nicolau.

Com a mudança do próprio cineasta para o Rio de Janeiro em 2011 como ponto de partida, o longa Pequenas Tragédias (119 min) investiga a dispersão de um grupo de amigos queers de Catalão (GO), cidade tida pelo autor como de excelente qualidade de vida, do qual o diretor foi o primeiro a partir. O projeto marca o novo trabalho em formato híbrido de Daniel Nolasco, realizador goiano, conhecido por produções como Vento Seco e Paulistas.

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A produção estabelece uma ponte entre dilemas locais e universais para criar uma conexão imediata com o público do festival. Segundo o ator do filme, Lucas Drummond, essa troca com a plateia é favorecida pela proximidade geográfica e pela linguagem da obra. “É um filme que faz um retrato das vivências LGBT numa cidade do interior do Centro-Oeste. Acho que o público de Brasília vai se identificar e se reconhecer em muitas coisas e personagens. O cinema do Dani traz um regionalismo muito característico dos filmes dele e, por Goiânia ser muito perto, a maior parte da equipe e do elenco pôde estar presente na sessão."

Ao entrelaçar dados reais e recursos de ficção, a narrativa expõe como as marcas da discriminação atravessam a trajetória de suas figuras centrais. Ao descrever a essência de seu personagem e as tensões sociais ao redor da trama, o intérprete analisa a evolução do papel. “O filme é dividido em cinco capítulos, é um híbrido entre documentário e encenação. Cada capítulo narra a história de um personagem que passou pela vida do Nuno Nolasco em Catalão. O Samuel foi um amigo de escola dele. Gosto de pensar no Samuel como uma luz que vai se apagando por conta dos conflitos e do preconceito interno e externo que vive na cidade”, destaca Lucas.

Além do filme de Nolasco, também será exibido o curta experimental Gastronomia do olho (9 min) do diretor Nicolau. Começa com uma caminhada por São Paulo, dois atores conversam sobre vida, morte e teatro até o momento em que a caminhada se confunde com o ensaio e a dupla encarna Bibelot e Aurora, personagens da peça Os sete gatinhos, horas antes da entrada em cena no Teatro Oficina. Com trabalho voltado para o cinema queer, sensorial e marcado por práticas fotoquímicas, o diretor brasiliense assina a obra após realizar os filmes Descamar e Paredes clandestinas.

*Estagiária sob a supervisão de Ronayre Nunes

 

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JH
postado em 14/09/2026 00:14
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