
Uma diversificada programação vinda da crescente e valorizada indústria do cinema coreano, consolidado, internacionalmente, com a vitória no Oscar de melhor filme e de melhor filme internacional, e dois outros prêmios (roteiro e direção), em 2020, com Parasita, está em exibição no Cine Brasília (EQS 106/107). Até a próxima quarta (à exceção de amanhã, com a sala em manutenção), uma dúzia de filmes, entre curtas e longas-metragens, compõe o Festival de Cinema Coreano, com entrada franca.
Um quarteto de curtas — sob a curiosidade de alcançarem, cada um, durações estendidas, em relação ao Brasil — está no cardápio da sessão iniciada às 14h de hoje. Para começar, Incoerência é uma obra de 1994, de Bong Joon-ho (o vencedor do Oscar, por Parasita), e que abraça a vertente da sátira. Entre a gama de personagens desconhecidos entre si, estão um professor universitário, um editor de jornal e um promotor de Justiça. No filme que examina a prévia de uma discussão televisiva sobre ética e moralidade, na Coreia do Sul, os três tipos se encontrarão, depois de cometerem gestos passíveis de fortes reprimendas. O segundo curta do pacote é Joo-hee, de 2013, e que retrata o desesperado desejo de uma criança presente em um coletivo ritual xamânico. Já Estado febril trata do destino de um entregador de comidas que, ao acaso, passa por um constrangedor reencontro com o passado; enquanto a animação Abismo revela a mudança de curso para um pescador solitário que arrebata uma sereia, levada para sua casa.
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Entre os longas deste domingo, está Vidas isoladas (selecionado para o Festival de San Sebastián), atração das 17h, em torno da exemplar funcionária Jina, que amarga uma rotina solitária, reclusa em uma redoma social. A abrupta morte de um vizinho, igualmente isolado, neste filme de 2021, assinado por Hong Sung-eun, coloca Jina em contato com novos ciclos sociais, a partir do uso de uma câmera de vigilância doméstica. Às 19h, será a vez de Fobia social, com o qual Byun Yo-han venceu como melhor ator no Festival Independente de Seul, e pelo qual o diretor Hong Seok-jae foi considerado melhor diretor, em votação do sindicato, durante o Festival de Busan. Na trama, Lena terá a morte investigada por aspirantes a policiais como Ji-weong (Byun), que levantam o recente passado em que fora aviltada por integrantes de uma anônima rede de círculo de ódios via internet.
Na terça-feira, o Festival de Cinema Coreano é retomado, com a exibição de Após a minha morte (às 17h), vencedor, em Busan, de melhor atriz jovem, prêmio rendido a Jeon Yeo-been. Neste filme de Kim Seok-ui, a personagem Young-hee passa a ser acuada por uma comunidade e vive o bullying inusitado das acusações de matar uma amiga. Às 19h15, será mostrado O apartamento das duas mulheres, da estreante Kim Se-in, que competiu na seção Panorama do Festival de Berlim. Será num estacionamento de supermercado que o imprevisto antagonismo entre mãe e filha chega ao auge, gerando batalha legal encabeçada pela atriz Lym Ji-ho, no papel da filha que diz ter sido atropelada pela mãe.
A festa do cinema coreano será encerrada na quarta, com pacote de curtas, a partir das 17h e, às 19h, será a vez do longa Noite sombria, em que um trio de melhores amigos se desentende às bicas na trama deste filme de Yoon Sunghyun. Numa corrente de violências, sem retorno, Ki-tae se revolta fisicamente contra Hee-june; enquanto Dong-yoon tentará frenar a generalizada carga de impulsividade.
Diversão e Arte
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