
Vibrante, ousado e dono de uma voz inconfundível, Ney Matogrosso retorna a Brasília com a aclamada turnê Bloco na rua. Após passagens pela Europa e América do Sul, o ícone da música brasileira desembarca na capital federal amanhã, para apresentação única no Ulysses Centro de Convenções, às 21h. No auge dos 84 anos, o artista promete revisitar faixas como O vira e Sangue latino, do Secos & Molhados, além de apresentar releituras como Jardins da Babilônia, de Rita Lee, e Eu quero é botar o bloco na rua, canção de Sérgio Sampaio que dá nome ao tour.
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Em cartaz desde 2019, Bloco na rua foi apresentado na capital federal em algumas ocasiões — a mais recente delas se deu em junho de 2025, com direito a ingressos esgotados, também no Ulysses. "Eu tenho o maior prazer de voltar a cantar em Brasília", celebra Ney Matogrosso. "É uma cidade que me recebeu de braços abertos desde o início da minha carreira", acrescenta o cantor.
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Na estrada há sete anos, Bloco na rua, explica Ney, está em constante mudança. "Da metade para frente (da turnê), o show já não era o mesmo", destaca o artista. "Só de mudar o repertório, já vai virando outra coisa. E essas alterações são feitas para mim mesmo, sabe? Para me manter interessado no show", conta o vocalista.
De alguns anos para cá, Ex-amor, de Martinho da Vila, por exemplo, deu espaço para Mesmo que seja eu, de Erasmo Carlos. "Eu coloquei algumas músicas que não são novas, mas que são novidade na minha boca, no meu repertório", pontua Ney. "São algumas faixas que eu nunca cantei, mas que sempre pensei em cantar", revela o cantor.
"Eu comecei esse show em 2019, um momento em que a minha cabeça estava mais política, então, a turnê tinha um tom contestador, que agora não tem mais", compara o artista. "Eu tirei (essas músicas), porque não me interessa mais colocar um viés político no show", continua o vocalista.
Ney e Brasília
Ney Matogrosso, na época Ney de Souza Pereira, chegou a Brasília ainda em 1961, um ano após a inauguração da capital. Na cidade, instalou-se no apartamento de um primo, na Asa Sul, e começou a trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base, função que, posteriormente, seria trocada pela recreação da unidade de pediatria.
Foi na capital que o artista começou a se interessar pela música, cantando em bares, casas noturnas e no coral do Centro de Ensino Elefante Branco e do Madrigal de Brasília, regido à época pelo maestro Levino de Alcântara. O cantor permaneceu como morador de Brasília até 1966, retornando por um breve período, entre 1969 e 1970.
Serviço
Bloco na Rua Tour 2026
Amanhã, às 21h, no Ulysses Centro de Convenções
Ingressos podem ser adquiridos por meio da plataforma on-line Bilheteria Digital e nas lojas Barbearia Elvis (DF Plaza Shopping, Taguatinga Shopping e JK Shopping) e Koni (209 Sul e 101 do Sudoeste), a partir de R$ 280 (meia-entrada)
Classificação indicativa: 14 anos.

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