Música

Titãs sobem ao palco do festival Na Praia nesta sexta-feira (7/8)

O trio formado por Sérgio Britto, Branco Mello e Tony Bellotto dá o tom do Na Praia na noite de hoje. Também sobem ao palco Os Paralamas do Sucesso e Nando Reis

Na estrada, Titãs celebram os 40 anos do álbum Cabeça dinossauro -  (crédito: Pedro Dimitrow)
Na estrada, Titãs celebram os 40 anos do álbum Cabeça dinossauro - (crédito: Pedro Dimitrow)

Sérgio Britto se recorda da primeira vez em que ele e os “amigos titânicos” desembarcaram em Brasília. Era meados dos anos 1980, no auge da efervescência da capital do rock, quando o grupo dividiu o palco de um clube da cidade com a banda João Penca e Seus Miquinhos Amestrados. A conexão entre músicos e Planalto Central foi instantânea e, desde então, o Distrito Federal é destino certo em todas as turnês do agora trio, formado também por Branco Mello e Tony Bellotto. Nesta sexta-feira (7/8), é a vez do Na Praia receber os roqueiros.

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Ainda na década de 1980, Britto lembra de reconhecer rostos familiares em meio à plateia brasiliense. “Vi alguns nomes da cena de Brasília lá, inclusive o Renato Russo”, destaca o compositor. “Depois do show, ele veio falar comigo e disse que gostava de Insensível, música do nosso segundo álbum. Ele reparou que eu cantava de olhos fechados e disse que também cantava assim. Essa foi a primeira conversa que tivemos entre muitas que passamos a ter nos anos que seguiram”, conta o artista.

Lançadas há mais de 40 anos, essa e outras faixas do Titãs sobrevivem a prova do tempo e continuam sendo trilha sonora da vida de muitos fãs. “É um privilégio ver uma música que você fez atravessando gerações”, declara Britto. “É um movimento que a gente vê dentro das próprias famílias, de pais que nos apresentam para os filhos e netos. É muito bacana ver tanta gente que se identifica com o nosso trabalho curtindo um show ao mesmo tempo”, celebra o compositor.

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Para Britto, o segredo por trás do sucesso longevo dos Titãs é o foco dos músicos na própria expressão artística. “Eu acho que isso é o mais importante. O resto é consequência. E são coisas que você não tem domínio sobre, como, por exemplo, se você vai ser relevante ou não, se as pessoas vão te acompanhar, se você vai formar um público sólido..”, pondera o músico. “A gente faz o que gosta, o que quer, da maneira que quer e tem uma preocupação muito grande com se manter fiel a isso”, garante.

Na estrada, os Titãs celebram os 40 anos de Cabeça dinossauro, um dos álbuns mais emblemáticos do grupo, lançado no pós-ditadura. “O espírito do disco continua vivo, até porque muitas das questões que estão colocadas ali permanecem e permanecerão”, avalia Britto. “São coisas que vão continuar nos assombrando, como, por exemplo, essa história do abuso do poder, do totalitarismo, da ganância desmedida e por aí vai”, aponta o músico.

“Vários assuntos que o disco trata ainda fazem parte do nosso dia a dia”, continua. “E eu acho que são temas que causam indignação em todo mundo, são coisas a serem resolvidas e para as quais a gente precisa ficar sempre atento e alerta”, ressalta Britto. Faixas como Homem primata e Polícia, do álbum de 1986, fazem parte do repertório.

Hoje, ainda sobem aos palcos do Na Praia Os Paralamas do Sucesso e Nando Reis. Amanhã, Simone Mendes, Filho do Piseiro e Eric Land comandam o festival.

Serviço

Titãs, Os Paralamas do Sucesso e Nando Reis no Na Praia
Hoje, no Na Praia Parque (St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2), às 18h
Ingressos podem ser adquiridos por meio do site oficial e do aplicativo da R2, a partir de R$ 119
Não recomendado para menores de 16 anos.

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postado em 07/08/2026 06:00
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