CB Fórum Live

"É injustiça dizer que a indústria é privilegiada", diz Carlos Da Costa

Secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia destaca a importância da tecnologia no desenvolvimento da produção nacional, em evento organizado pelo Correio e ABDI sobre o Agro 4.0

Rosana Hessel
postado em 24/11/2021 17:17 / atualizado em 24/11/2021 17:29
 (crédito: Carlos Vieira/CB.DA.PRESS)
(crédito: Carlos Vieira/CB.DA.PRESS)

O secretário especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, elogiou a indústria nacional, que tenta sobreviver apesar da “altíssima” carga tributária elevada.

“É uma injustiça dizer que a indústria é privilegiada”, afirmou, durante a abertura do CB Fórum Live - Agro 4.0, realizado, nesta quarta-feira (24/11), para debater os avanços da tecnologia no agronegócio. O evento é fruto de parceria entre o Correio Braziliense e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Segundo Da Costa, que preside o Conselho Deliberativo da ABDI, a indústria da transformação representa 13% do Produto Interno Bruto (PIB), mas é responsável por 33% do imposto arrecadado. Portanto, apontou, quem acha a indústria privilegiada desconhece essa realidade enfrentada pelo setor produtivo para ser competitivo no mercado internacional.

“Nossa indústria é muito competitiva e traz prosperidade quando conseguimos trabalhar juntos, desonerar e destravar o país”, afirmou citando como exemplo o desenvolvimento do programa Agro 4.0, desenvolvido pela ABDI, cujos resultados de 14 projetos-pilotos estão sendo apresentados neste evento. Da Costa adiantou que está aberto o segundo edital do Agro 4.0, que vai selecionar o ambiente de inovação para o Brasil. 

Na avaliação do secretário, os projetos do programa da ABDI mostram o uso da tecnologia para o ganho de eficiência na produção agrícola, que é bastante competitiva no mercado internacional. “Esse é o nosso Brasil que dá certo”, frisou. “É muito importante que continuemos trabalhando para frente com leis melhores e mais produtividade e mais emprego e renda para o país”, acrescentou.

Ranking

Carlos Da Costa defendeu ainda a melhoria do ambiente de negócios, o choque de investimento privado e o avanço tecnológico como fundamentais para ampliar a competitividade no país. Ele disse que os avanços nas concessões na área de infraestrutura, principalmente, e o marco das telecomunicações para o avanço de tecnologias digitais permitem um avanço do país no ranking do Doing Business, do Banco Mundial. Segundo ele, a meta do governo é o país passar do 124º lugar para ficar entre os 50 melhores países para fazer negócios. 

De acordo com o secretário, esses avanços estão sendo feitos por meio do investimento privado. Ele reforçou a necessidade de redução dos gastos públicos e da aprovação da reforma administrativa, que está parada no Congresso.

O secretário defendeu o avanço do marco do setor elétrico e a desverticalização da Petrobras como medidas para destravar ainda mais o desenvolvimento da fronteira do agronegócio. "Não podemos mais admitir monopolistas verticalizados", disse. 

 

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