Mercado

Dólar volta subir e fecha em R$ 5 pela 1ª vez desde outubro do ano passado

Nesta quinta-feira (8/2), o câmbio subiu 0,54%, enquanto que o valor de venda do Dólar Turismo avançou para R$ 5,19

Dólar subiu com resultado acima do esperado da inflação e permanência dos juros altos nos EUA -  (crédito: Agência Brasil)
Dólar subiu com resultado acima do esperado da inflação e permanência dos juros altos nos EUA - (crédito: Agência Brasil)
postado em 08/02/2024 19:07

Em dia marcado por resultados da inflação no Brasil, o câmbio do dólar comercial apresentou mais um dia de valorização e atingiu o valor de R$ 5 pela primeira vez desde o dia 31 de outubro do ano passado. Nesta quinta-feira (8/2), o câmbio subiu 0,54%, enquanto que o valor de venda do Dólar Turismo avançou para R$ 5,19.

O Índice DXY, que mede a valorização do dólar em relação a outras economias, apresentou um leve aumento de 0,08%. Para o economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori, o resultado acima das expectativas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro foi um dos fatores internos que ajudaram a pressionar a taxa de câmbio nesta quinta.

“O IPCA de janeiro ter vindo acima das expectativas certamente ajudou a pressionar a taxa de câmbio hoje. Particularmente, a variação de 0,76% no segmento de serviços é motivo para preocupação quando observamos o processo de convergência da inflação e a chamada ancoragem das expectativas”, avalia o especialista.

Além da inflação, o analista ressalta que outros fatores externos ajudam a explicar o aumento da taxa de câmbio no país. Entre eles, há o sentimento entre os agentes do mercado de que o ciclo de cortes de juros nos EUA ainda deve demorar um pouco mais que o esperado, com a divulgação da ata da reunião do Fed (o Banco Central americano).

Em entrevista realizada após a divulgação do comunicado, o presidente da instituição, Jerome Powell, reconheceu que o contexto evoluiu positivamente ao longo do segundo semestre do ano passado, mas, reafirmou a mensagem de que precisam de mais dados para aumentar a confiança de que a inflação está de fato convergindo para a meta de 2%, para, dessa forma, começar a afrouxar a política monetária.

*Estagiário sob a supervisão de Ronayre Nunes

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