
O Rioprevidência vai receber R$ 560 milhões de um fundo administrado pela corretora do Banco Master, em um resgate autorizado ainda antes da liquidação da instituição financeira. O montante será essencial para bancar a folha de novembro dos 242 mil aposentados e pensionistas do Estado do Rio, além da segunda parcela do 13º salário prevista para dezembro.
O fundo em processo de devolução é o Arena, que em maio somava R$ 1,1 bilhão aplicados majoritariamente em renda fixa. O depósito dos R$ 560 milhões deve ser concluído na próxima semana. Apesar de as investigações da Polícia Federal sobre a atuação do Banco Master avançarem, o Rioprevidência ainda mantém recursos em outros dois fundos vinculados ao grupo.
O governo fluminense afirma que, mesmo com a liquidação do banco, não há risco para os pagamentos de aposentados e pensionistas. Em nota, o Rioprevidência reiterou que “o pagamento dos aposentados não está comprometido”.
Para garantir o equilíbrio das contas em 2025, a Secretaria Estadual de Fazenda deve aportar mais R$ 1,1 bilhão provenientes dos royalties do petróleo, valores que, desde janeiro, deixaram de entrar diretamente no caixa do instituto.
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O Rioprevidência concentra a maior exposição entre os 18 entes federativos que investiram no Banco Master, quase metade do total aplicado, somando R$ 970 milhões. A proximidade desse volume chama ainda mais atenção porque, semanas antes da aquisição dos papéis oferecidos pelo Master, o fundo estadual passou por uma troca na diretoria de investimentos.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) incluiu o caso em sua análise. Em relatório recente, antes da liquidação do banco, o tribunal já havia apontado uma “notável coincidência” entre a nomeação de novos diretores do Rioprevidência e o início dos investimentos no Banco Master, sugerindo possíveis alinhamentos internos que ainda precisam ser esclarecidos.

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