
O salário mínimo no Brasil passou a ser de R$ 1.621 a partir desta quinta-feira (1º/1), com aplicação imediata em todo o território nacional. O novo valor representa um reajuste nominal de R$ 101 em relação ao piso anterior, de R$ 1.520. O valor foi definido com base na política permanente de valorização do mínimo, que combina a inflação acumulada dos últimos 12 meses com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o teto estabelecido pelo arcabouço fiscal.
Pela regra em vigor, o reajuste incorpora a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada até novembro de 2025 (indicador usado como referência para famílias com renda de até cinco salários mínimos) somada ao crescimento real da economia registrado em 2024. No entanto, o ganho real é limitado a 2,5%, conforme determina o novo marco fiscal aprovado pelo Congresso.
O salário mínimo serve como referência direta para o pagamento de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), benefícios assistenciais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego, abono salarial e diversos contratos trabalhistas, além de influenciar pisos regionais e negociações coletivas.
Segundo estimativas do governo federal, cada real de aumento no salário mínimo gera impacto bilionário nas contas públicas, especialmente na Previdência Social. Por isso, o modelo atual busca equilibrar a recomposição do poder de compra dos trabalhadores com a sustentabilidade fiscal, um dos pilares da política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu terceiro mandato.
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Com o novo valor, o salário mínimo nacional passa a equivaler a cerca de US$ 335, considerando a cotação média do dólar no início de janeiro, e mantém papel central na renda de milhões de brasileiros, sobretudo aposentados, pensionistas e trabalhadores da base da pirâmide salarial.

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