
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (19/1) que o acompanhamento das transações realizadas via Pix busca fortalecer o combate à lavagem de dinheiro e a crimes financeiros, sem qualquer intenção de criar impostos ou cobranças sobre o sistema de pagamentos.
“A fiscalização do Pix tem como finalidade coibir a lavagem de dinheiro e não envolve a criação de qualquer tipo de taxação”, reforçou em entrevista ao UOL News. Recentemente, a Receita Federal voltou a rebater informações falsas que circulam nas redes sociais sobre um suposto monitoramento de transações individuais com base na Instrução Normativa nº 2.278, editada em agosto do ano passado, esclarecendo que a norma não autoriza esse tipo de rastreamento.
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Haddad destacou a ligação entre os descontos oferecidos em pagamentos via Pix em postos de combustíveis e a atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), relação evidenciada pela Operação Carbono Oculto, que revelou conexões do crime organizado com o setor.
“Quem está nos ouvindo certamente já viu casos de postos de gasolina ligados ao PCC anunciando preços mais baixos para pagamentos via Pix. Quando se observa o tamanho do desconto, percebe-se que é algo muito além de taxas de cartão”, indagou.
“Por que a pessoa vende 50 centavos mais barato o litro da gasolina? Não é por causa do cartão de crédito ou do Pix. É porque aquele combustível estava adulterado ou tinha outra fonte de procedência, ou porque estava lavando dinheiro usando combustível. Nós temos que fiscalizar”, emendou.

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