CASO MASTER

Mastercard suspende uso de cartões do Will Bank

Bandeira interrompe transações após falta de pagamento para evitar aumento da dívida do banco; clientes seguem obrigados a pagar faturas vigentes

A obrigação dos clientes com o pagamento da fatura do cartão pelos gastos já feitos permanece
 -  (crédito: Divulgação)
A obrigação dos clientes com o pagamento da fatura do cartão pelos gastos já feitos permanece - (crédito: Divulgação)

A Mastercard suspendeu a aceitação de cartões emitidos pelo Will Bank, que faz parte do conglomerado do Banco Master, após a instituição não realizar pagamentos de transações realizadas por clientes que utilizam a bandeira . A medida começa a valer a partir desta segunda-feira (19/1). 

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De acordo com a Mastercard, a suspensão foi adotada para impedir que a dívida do Will Bank com o sistema de cartões aumente. Em nota, a empresa informou que já vinha acompanhando as operações do banco e que a decisão levou em conta o descumprimento de obrigações e regras da rede. 

Mesmo com a suspensão, os clientes continuam obrigados a pagar as faturas referentes às compras já realizadas com o cartão. 

Entenda

Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação do banco e colocou o Will Bank em Regime de Administração Especial Temporária (Raet). Nesse modelo, o banco continua funcionando, mas seus dirigentes são afastados da gestão. 

Na época, o Banco Central decidiu manter o Will Bank em operação porque havia interesse de investidores em comprar a instituição. Uma possível venda pode reduzir as perdas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deve pagar até R$ 250 mil para cerca de 800 mil investidores que aplicaram em títulos do Master. O valor total pode chegar a R$ 40,6 bilhões, a maior indenização da história do fundo.

Sem a venda do banco, as perdas do FGC podem aumentar. Em setembro, o banco tinha R$ 6,5 milhões em depósitos a prazo e não possuía recursos em contas correntes. O Will Bank contava com cerca de 9 milhões de clientes, principalmente no Nordeste, atendendo em especial pessoas das classes C e D. 

Criado em 2017 e comprado pelo Master em 2024, o Will Bank fechou setembro com R$ 14,2 bilhões em ativos e patrimônio líquido negativo de R$ 76,2 milhões, segundo dados do Banco Central.

 

 

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postado em 21/01/2026 00:45
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